AS MAIS LIDAS DA SEMANA

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A SUPERAÇÃO

Costuma-se isolar mente/corpo como se existissem, em cada ser, dois viveres paralelos, isto é, como se as duas entidades sobrevivessem independentemente. Esse é um grande equívoco. Não é possível o fenecer de um sem o cair do outro. Podemos observar que uma pessoa quando sofre de um mal mental, de logo, a queda facial dar esse demonstrativo, apontando o evento. Por outro lado, um mal físico traz de imediato uma resposta da psique que atua demonstrando um desânimo ou uma excitação de conformidade com as características do fenótipo da pessoa.
A conclusão a que se chega é de que os elementos do binômio mente/corpo caminham sempre de mãos dadas. É graças a essa dualidade vital que se consegue a superação através de trabalhos que atuam em cada um deles, o salvaguardar do outro.
O tratamento das sequelas produzidas por isquemias, que destruíram células do cérebro, começa por exercícios físicos que venham a excitar os complexos cerebrais capazes de levar células pouco ativas a uma multiplicidade de funções capazes de substituir aquelas mortas. É o corpo tornando possíveis sinapses mentais que voltarão a enriquecer a psique.
Paralelamente, um acidente que provoca dano corporal exige um acompanhamento psicológico que leve a uma luta mental em busca de uma recuperação física que depende da força de vontade, do querer e do entusiasmo, do acidentado. É o cérebro levando o corpo a uma recuperação mais rápida e eficaz que trará a desenvoltura física almejada.
A consciência desses saberes tem tornado vitoriosos muitos deficientes físicos. O querer superar as suas limitações, mudando o que pode e aceitando o que não pode mudar, tem dado felicidade e oportunizado evoluções inimagináveis.
A relação entre pessoas é comandada, de início, por uma atração física. O vestir bem e o sorriso franco são condições que provocam o querer estar junto após um primeiro encontro. Enquanto a afinidade corporal é desenvolvida, o encantamento subjetivo começa a desenvolver-se de forma assustadora. A atração física inicial agora é substituída por uma vontade de se pertencer cerebralmente.
O “amor cego”, tão decantado, começa a surgir em substituição àquele pragmático e carnal. É a mente construindo o prazer que não fenece através dos tempos! É a psique capaz de fazer nascer todo encantamento necessário ao bom relacionamento a dois. Amam-se cérebros e não corpos!
É essa capacidade mental que faz a substituição de membros faltosos ou deficitários por outros que começam, então, a assumirem novas tarefas junto as suas costumeiras. Pernas e pés substituindo braços, braços e mãos substituindo pernas e pés, e cérebros “substituindo” pernas e braços!
Na verdade, o uso de nossos membros e sentidos pode acontecer exercendo funções iguais à grande maioria das pessoas, ou, de repente, podem ser usados de forma diferenciada, como acontece no “canhoto” com a substituição das funções direita/esquerda.
Adaptando-se sempre ao novo, para si, o deficiente físico tem conquistado, a cada dia, um espaço maior nas atividades humanas, demonstrando que, através do cérebro, a superação é sempre possível e capaz de levá-lo ao sucesso.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A MENTIRA DO BEM QUERER

A cada momento, a sociedade busca novos horizontes com o objetivo de gerar mais empregos ou ganhos, não trabalho, e, na maioria das vezes, de forma inconsequente. Não sei se por sabedoria ou ignorância a formatação desses novos sempre beneficia seus gestores e dificilmente contempla o objeto fim. Vejamos alguns exemplos:
As delegacias da mulher, que poderiam ser um departamento de todas as delegacias, são investimentos exclusivos, quando uma delegada, em cada delegacia, poderia suprir a necessidade do atendimento. Assim, os casos se multiplicam graças à vaidade humana, pois as mulheres querem então utilizar esse novo espaço para se vangloriarem da superproteção.
Os estatutos da criança, do adolescente, do idoso, etc. criam uma diferença entre os humanos, fazendo exacerbar nos contemplados, com os “créditos especiais”, a prepotência e o desrespeito às autoridades, aos educadores e a todos aqueles que lhes dão os limites justos e necessários, pois estão carentes de melhor entendimento do tecido social.
Podemos citar ainda o nível de exceção que se dar aos deficientes, aos negros e a outros que, por serem diferentes, pouco são preparados pelo poder público para engajar-se dentro do mercado de trabalho e recebem um “cala boca” através de leis que enfiam, de goela a dentro, nas empresas, pessoas mal preparadas e estigmatizadas pela sociedade.
Que falar dessas verdades? Os grandes feitos da mulher como ser forte e inteligente deveriam invadir a mente da sociedade e banir, de uma vez por todas, essa falsa ideia da mulher como ser frágil e oprimido que simplesmente incentiva os maus caracteres a agressões cada vez mais sem cabimento. Que a vaidade dos homens não chegue para prejudicar seus pares.
Mimar aqueles carentes de disciplinamento e conhecimento do mundo que os cerca é uma malvadeza terrível. Amanhã amargarão as tristes consequências desse despreparo sem limites. E a sociedade produtora pagará por isso. Professores desrespeitados e mortos, pais, cônjuges e outros agredidos gratuitamente, consequência da homenagem ao “tudo posso” do id que não teve a censura do superego!
Criar leis protecionistas e não oportunizar a evolução técnica e científica da diversidade humana é, infelizmente, o mau costume dos que ostentam o poder. As consequências serão, cada vez mais, desastrosas e as soluções egoístas dos que as criaram, um dia se revoltarão contra os próprios criadores. A irresponsabilidade dos algozes terá o castigo como fruto do gozo inconsequente de hoje.
Métodos novos de educar sem limites jamais perdoarão seus autores. Vamos lutar para que a sensatez atinja os cérebros burocráticos que vaidosamente vivem a disseminar ideias que só cabem na cabeça daqueles que não têm compromisso com o desenvolver da sociedade do amanhã!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

NINGUÉM AMA A DECADÊNCIA. PARA ELA, TOLERÂNCIA ZERO

Muitas vezes, não entendemos por que as calçadas estão sempre sujas com objetos descartáveis, restos de comidas, sacos vazios, etc. Também é de se espantar o número enorme de pessoas que sonegam impostos, desrespeitam autoridades e atentam contra os bens públicos como banheiros, praças, e outros.
Afinal, qual o grande motivo para essas atitudes? A resposta é muito simples. Ninguém ama a decadência! E tudo que está em plena decadência deve ser usurpado, transgredido, desprezado e agredido até o seu final. É esse o comportamento humano junto ao deplorável.
As cidades que sempre cuidam de seus logradouros possuem ruas limpas, calçadas cuidadas e seus habitantes dão exemplo, aos forasteiros, acerca da limpeza, que aflora do comportamento cidadão e invade as mentes de todos transeuntes. Assim não se joga lixo nas ruas e valoriza-se cada lugar, cada esquina.
Calçadas esburacadas com árvores plantadas à flor do solo, criando rachaduras e impossibilitando o livre acesso de cadeirantes, idosos e crianças, são repudiadas e caracterizam-se como “um lixo”! Os transeuntes acrescentam, então, lixo ao lixo. Como mudar esse comportamento de maus modos? Fazendo a conservação das vias públicas, inclusive das calçadas.
Os prefeitos dirão que a calçada é responsabilidade dos proprietários dos prédios servidos por ela, no entanto, pergunto: Quanto baixou o imposto predial e o acessório após a lei que determinou essa mudança de gestão das calçadas? Nada. O Governo Municipal pelo menos deve ser responsável pela violência causada pelas árvores que, plantadas pela prefeitura sem a menor técnica, dilapidam o bem de investimento privado, a calçada.
Outros comportamentos, aparentemente equivocados, também são consequências do estar a apodrecer os bons conceitos. Governos corruptos, policiais e juízes inescrupulosos fazem soar junto à população o descrédito às autoridades públicas. Os critérios de credibilidade que aludem ao respeito às funções que premiam a justiça, a ordem e o bem público, caem por terra a cada notícia de falcatruas exercidas pelos nossos dirigentes públicos.
As piadas agressivas e chacotas com os detentores do poder invadem os lares através dos meios de divulgação e levam o povo ao desrespeito aos seus dirigentes. Sem hierarquia vem o caos, a violência o aviltamento das normas que garantem o direito e a liberdade. São invasões a propriedades privadas, com saques, assassinatos e violência, os resultados do comportamento de terceira categoria daqueles que detém o poder.
Ninguém ama a decadência, repito. Uma forma de destruí-la é depredá-la até a morte, que não chega, mas cresce. A roupa não faz o monge, mas imprime sobriedade, arrumação, respeito a si mesmo que redunda no respeito de terceiros. Assim, apresentar-se barbeado ou com os cabelos arrumados e trajes limpos e bem cuidados, induzirá o respeito a si, que se valoriza.
Tudo que está por fazer é interminável, pois ninguém gosta de refazer, prefere o fazer de novo. Sendo assim, devemos ter tolerância zero com o descuidado. Não podemos deixar que a apresentação nefasta de um evento leve o povo a uma violência ainda maior sobre ele. A cada mostra de descuido, devemos sanar de imediato a ferida para evitar a depredação física ou mental.
Assim conclamamos quem pode fazer a evitar a aparência decadente de seus cuidados. Você economizará muito mais quando não permitir amanhecer a ferida da noite passada. O que, a princípio, pareceu falha desprezível, jamais passará pela observação implacável de nossa sociedade perversa, que cuidará em aumentar o dano observado com o desprezo ao seu pertencer.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A EXACERBADA PAIXÃO PELOS RESTOS SOCIAIS

Sabemos que é verdade que as novelas, os filmes, as minisséries e o próprio teatro apresentam histórias que têm toda semelhança com fatos acontecidos em nossa ou outras sociedades. Nenhum grupo social vive apenas com alegrias e festas. Não poucas vezes, ocorrem os tsunamis na vida física e real assim como na imaginação, em consequência de atropelos e apelos do próprio viver.
As encenações em seus diversos modos têm como motivo principal ocupar a mente dos espectadores, levando uma mensagem de vida. Mostram um acontecer assemelhado à vida real, em um drama fantasioso, que invade o espírito dos aficionados pela arte cênica, assim como do público em geral, transmitindo-lhes uma mensagem positiva.
Acontece, no entanto, que alguns autores por si próprios ou por conveniência de seus patrocinadores, exacerbam em um determinado viés de suas histórias, sem dar tréguas a outras facetas tão verdadeiras no cotidiano.
Assassinatos, perversidades, dissimulações, traições, trapaças, soberba e tudo o mais que se possa imaginar de ruim desfilam na paisagem do conto sem algum momento de alegria, bondade e sinceridade. Até o nascer, que significa renovar-se, é acompanhado de tristeza como se quisesse dizer “esse bem tem que ser acompanhado por um mal”!
E lá se vão cem capítulos só com o triunfo do mal. Não queremos por um pouco de açúcar na realidade social, estamos afirmando que os bons momentos existem e devem ser muito mais cultuados do que os ruins! De repente, surge uma felicidade posta na personagem mais violentada da estória, porém essa personagem que encontrou a felicidade é a mais traída e perseguida durante todo o conto. Perseguida pelos que lhe querem bem e tentam desvendar os seus olhos para a visão real de sua pseudofelicidade.
As drogas, a internet em suas facetas perniciosas e o caos desfilam junto às personagens como em busca da divulgação maior dos tormentos que afligem a maior parte de nossos grupos sociais. As paixões são carregadas de incertezas e traições como se quisessem afirmar que o todo está perdido. As trapaças, as falsificações e as discórdias fazem cenário em um ambiente que não admite paz, harmonia, felicidade e alegrias duradouras.
Morrem os atores do bem deixando um vazio nas necessidades de justiça dos que assistem diariamente a esse drama. Chega o ocaso da história e os vilões continuam vitoriosos, sempre difundindo a apologia ao mal sem fim. Onde estão as lições sociais?
Não faz sentido, na última etapa do conto, vir à tona o triunfo do bem. E os que não tiveram a oportunidade desse desfecho? Nenhum respeito à contemplação do saudável acontece até então. A repulsa da sociedade por contos exacerbados de derrotas deve transparecer mais cedo ou mais tarde.
Que aqui fique o alerta àqueles que esquecem o verdadeiro papel do entretenimento e cospem na cara dos espectadores o nojo da sociedade impune! As paixões não são todas desastrosas, eis o caminho.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O ANO NOVO VAI DESTRUIR A AMBIÇÃO


O novo ano sempre nos chega com desejos de crescimento pessoal para nós e para nossos pares. Vão e vêm os cartões de natal sempre augurando um “FELIZ ANO NOVO” no qual essa felicidade é posta como saúde, anos de vida, paz, progresso na profissão, muito amor, etc., etc..
Não tiro a validade dessa forma de cumprimentar os parentes e amigos na passagem de um ano para o outro, no entanto em uma época de tanta globalização já se faz mister que esse momento seja uma oportunidade de investir mais na sociedade e colocar, nessas felicitações, a construção de um mundo melhor para nossos descendentes.
Ouve-se falar, a cada momento, de catástrofes sociais e físicas no planeta inteiro. São terremotos, vendavais, tsunamis e outros desastres naturais, assim como guerra, assassinatos cruéis de pais, filhos, cônjuges e tantos outros que chocam e consternam a humanidade.
Cada história, nas novelas e nos filmes, sempre nos remete a esse lado mau dos humanos, propagando, de forma indistinta, o mal e, como consequência, tornando naturais as mais terríveis aberrações do relacionamento entre os homens. Os contos sempre como uma apologia ao torpe alimentam as mentes deterioradas e as convidam para a proliferação, cada vez maior, desses malfeitos.
O grande motivador dessas criações é o próprio público que tem sido, desde a infância, invadido por formatos inadequados de produções nos quais a violência sempre tem guarida e que hoje busca, em emoções fortes, saciar a sua necessidade de adrenalina.
Com o objetivo de minorar, cada vez mais, esses produtos da insensatez, devemos criar mensagens de mudanças, esclarecendo qual o verdadeiro papel da humanidade. Sem temer os ambiciosos, devemos criar o novo e redirecionar a nossa sociedade para o bem. O ambicioso simplesmente acontece criando modas que fortalecem os seus bolsos, pelo simples desejo de conquistar a projeção que satisfará o seu instinto de vaidade animal. Jamais neles existe a consciência do bem comum.
Mensagens como: “não deixe a vaidade sufocá-lo, você é inteligente”... – “não permita que a ambição o engula, distribua a bondade que existe em você”... – “não admita que a ganância o cegue, você tem lindos olhos” – “não consinta que a perversidade o conquiste, você tem muito amor para dar”...; sempre fortalecendo o ego das pessoas, mostram que a mudança é possível e, dessa forma, estaremos construindo sem violência um futuro melhor para os nossos consequentes.
Buscamos muito um tema para fechar o ano de 2010, tivemos a publicação média de um artigo mensal pelo Diário de Pernambuco e quarenta e oito através do blog Quimera, e, de repente, dentro do nosso estilo crítico construtivo, encontramos essa mensagem aqui posta.
Esperamos sempre que as alternâncias sociais, cada dia, levem-nos mais aos verdadeiros e saudáveis caminhos, como os seres mais inteligentes do planeta e, em consequência, os mais pobres em conhecimento inato. Temos que fazer um maior uso do que nos sobra e abominar os instintos perversos que nos angustiam.
Desejamos um Feliz 2011, com todas as mudanças possíveis para o bem da humanidade, abraço para todos que fizeram dos nossos artigos um momento de reflexão.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O GRANDE CONCEITO DO SIGNIFICADO DE DEUS

Para se encontrar o significado, junto a você, de um ente ou um objeto é necessário que ocorra uma relação biunívoca ou perfeita entre os dois elementos. O homem gosta de justificar suas atitudes perante seus pares com o intuito de resguardar-se de críticas e buscar sua autoconfiança ou segurança. Dessa forma é muito comum estabelecer uma relação de intimidade ou convivência, não existente, quando se deseja agregar algum valor a alguma relação.
Essa atitude é admissível, no cotidiano, quando falamos de pessoas de nossa relação ou de objetos com os quais nós temos convivido. E lá vem uma série de histórias para justificar o querer bem, ou não, a essas companhias. Quando falamos de Deus não é possível agir da mesma forma.
O conceito de Deus não se pode definir racionalmente. Temos que entendê-lo por abstração. O universo que nos cerca, os acontecimentos absolutos que não admitem afrontas, a não consciência do início e desenvolvimento do sistema de vidas e da evolução que está presente em nossas vidas afirmam a existência de um ente superior indescritível.
Nenhum mortal deve ser imagem e semelhança desse ente quase mágico que tem onipresença e onisciência de todo o Universo. É a parte inteira do todo, é a presença além do passado e futuro, é a forma de ser desejado, é continente e conteúdo, é observador que comanda, mas não influi na determinação do seguir da evolução.
Li, certa vez, o que alguém escreveu sobre o que é ser um “grande homem”. No texto, tudo que se lia acerca de uma dada qualidade da característica de ser um grande homem esbarrava na contraposição de um defeito. É assim, mas pode não ter tal qualidade... Todo o descritivo transcorreu desse modo. Finalmente a grande proposição é solucionada e se diz: o “grande homem” é aquele que tem a imagem e semelhança a Deus.
Ora veja, a grande conclusão foi apontar a mais demoníaca qualidade para o ser humano: a vaidade, como motivo que o engrandece. Semelhança com Deus. Que significado de Deus posso eu dar a quem se assemelha a Ele? E essa proposição se constitui na grande maioria dos viventes. Tenho que escrever para poucos, mostrando que existem significados que transcendem o nosso entendimento. Não podemos apenas compreender a inaptidão dos seres ditos irracionais e não acordarmos para o nosso incauto saber!
Quando falamos o que Deus significa para nós, vamos de logo suprindo todas as necessidades de nossos vazios. Colocamos para Ele todas as funções que desejamos de alguém que nos falta. O patrão para dar emprego, o médico para dar saúde e tudo mais que nós desejamos e teremos de obter com dificuldades.
Na verdade, o Deus popular é aquele que supre as nossas angústias e os nossos quereres sem cobrar, sem reclamar. De quando em vez, lembramo-nos de agradecer as beneficies recebidas, quando o pouco entusiasmo as tinha como quase impossíveis. É pobre esse significado de Deus!
A necessidade de formatar o pensamento e tudo que nos cerca com soluções efêmeras nem sempre preencherá o vazio que nos faz distante da consciência do nosso Deus. Quando se deixar de questionar o início e o final dos tempos, como tudo teve seu despertar e quando chegará ao ocaso, aí sim, poderemos entender o que seja Deus.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CRESCER, E NÃO, INCHAR

O desenvolvimento, na área da educação brasileira, parece-nos bastante salutar. Vemos escolas se agrupando para um melhor desenvolvimento, outras crescendo com auxílio de capital estrangeiro, outras sendo compradas por grupos financeiros internacionais e assim por adiante.
Esses acontecimentos têm tornado o ensino superior, cada vez mais, acessível ao público que vê nessas mudanças uma boa oportunidade de qualificação profissional e, como consequência, melhor oportunidade de trabalho e evolução salarial no seu emprego.
As novas técnicas de ensino, que utilizam os meios mais modernos disponíveis, têm tornado os alunos mais motivados e presentes nas salas de aula. Laboratórios modernos e o uso da informática de forma abrangente têm dado aos cursos superiores uma atualização permanente muito importante para os dias atuais e um desenvolvimento tecnológico que tem trazido mudanças a cada amanhecer.
Uma avaliação das grandes escolas de hoje vem constatando essas evoluções e vislumbra os donos dessas escolas como fortes empreendedores. A administração da escola tem sido pautada dentro dos conformes das grandes empresas, com contabilidade e demandas administrativas impecáveis e uma equipe de marketing de causar inveja, pois as verbas dedicadas à propaganda tornam-nas convincentes e de boa mídia. Essas têm preço pouco além do justo, mas dão seu recado.
As melhores estratégicas também acontecem. Os grandes grupos, paralelamente, criam escolas de graduação populares, onde as mensalidades são comparadas às do pré-escolar de escolas suburbanas. Atraindo, assim, alunos mais carentes. Tudo isso demonstra a grande visão dos empresários que comandam essas faculdades, no que concerne às atividades meio.
Por outro lado, não encontramos nas formalidades acadêmicas nada que mostre avaliações do ensino/aprendizagem da escola, ou seja, o controle da qualidade da sua atividade fim. Como indústrias pesadas, a matéria-prima, estudantes, entra por uma porta, “percorre” os diversos períodos do curso e retorna ao mercado de trabalho com um belo diploma, mas com pouco poder de construção.
Os próprios ENADEs não contemplam as especificidades do curso, mas sim, num formato genérico infame, apenas servem como forma de participação do MEC na “avaliação” da escola. Assim, em pouco tempo, cairá o valor agregado ao diploma de curso superior.
A verdade é que hoje poucos são os educadores que dirigem faculdades e universidades. Desde quando a educação tornou-se um negócio rentável para empresário, os verdadeiros abnegados por ver nascerem de seus discípulos as grandes descobertas científicas ficaram para trás. As exigências sem cabimento dos que comandam a avaliação das escolas superiores não têm dado espaço para os mestres da educação.
Não se pode gerenciar o segmento educação, tão cheio de detalhes e especificidades que exigem o sentimento, o “feeling”, para um bom desempenho, apenas olhando para números e resultados financeiros. O acompanhamento do professor em suas tarefas, a entrevista com os alunos em suas demandas, o contato corpo a corpo com a comunidade acadêmica é que vão redirecionar os caminhos da educação a cada momento. Essas são as qualidades exigidas dos diretores das escolas.
As avaliações do complexo ensino-aprendizagem não se esgotam em formulários feitos por burocratas que jamais tiveram oportunidade de acompanhar corpo a corpo o desenvolvimento desse binômio. É preciso analisar a experiência dos comandantes das escolas, não é simplesmente a contratação de especialistas em educação que tornará o ensino proveitoso.
O respeito pelo trabalho e o suprir das necessidades de seus pedagogos só podem acontecer quando o diretor tem a formação e vivência no segmento do educar.

domingo, 12 de dezembro de 2010

QUANDO ACONTECE UMA TRAIÇÃO CONJUGAL?

O casamento, como um contrato qualquer, possui suas cláusulas que devem ser bastante entendidas pelos participantes do mesmo. O deixar de cumprir qualquer uma de suas determinações tem o significado de quebra de contrato e se acontecer, sem a imediata denúncia, é considerado traidor o faltoso.
O contrato matrimonial não tem que possuir todas as suas cláusulas por escrito, pois os grandes pactos conjugais, não raramente, acontecem até sem a plena consciência dos acordados. São os segredos do matrimônio que, geralmente, provocam a decadência do mesmo.
Muitos casamentos ocorrem devido a uma necessidade que não teria de ser suprida, obrigatoriamente, por eles. A necessidade de sair de casa, buscar a independência, querer ter um filho e querer alguém para cuidar de si são alguns dos diversos motivos que não incluem o querer bem, o companheirismo, a busca de horizontes comuns a dois, etc. e, muitas vezes, levam duas pessoas a uma união em busca da célula familiar.
A traição conjugal pode ocorrer de duas formas distintas. A primeira, e talvez a mais comum, é aquela que acontece sem premeditação. O desconhecimento de cada um dos elementos do casal, de como funciona a cabeça do outro, levará por certo cada um a exercer atitudes aparentemente regulares, mas, que têm um significado danoso para o outro.
O território que cada um reservou para si é naturalmente desconhecido do outro. Esse território, frequentemente, acontece como uma réplica daquele do pai ou da mãe que não foi institucionalizado socialmente e, dessa forma, é difícil de ser detectado pelo par. Comportamento junto a terceiros e atitudes sociais esperadas do consorte constituem-se como território, e não deve ser violentado ou invadido por outros que assim o fazem por culpa da cara metade que não respeita esse pensar do cônjuge. Aí existe uma pálida traição.
A segunda maneira de acontecer a traição é através do reflexo do casamento por motivos alheios aos princípios que o norteiam, aqueles citados anteriormente. Assim, a busca por aventuras amorosas que completem a necessidade ou a ausência do lar, para fazer cumprir os anseios que um dia motivaram a saída de casa na busca da liberdade para visitar amigas (os) a qualquer momento ou para desfrutar de compras ou passeios com parceiras (os) dos tempos anteriores ao casório, sem o convite ao cônjuge, pode ser considerada traição afetiva, pois não contempla o companheirismo que deve existir entre casados.
Afora essas traições afetivas, podem acontecer também aquelas que são mais ousadas, pois são altamente premeditadas. O aproveitamento de demandas financeiras para beneficiar a terceiros ou mesmo à própria vaidade e a quebra de sigilos de negócios ou intimidades, que deveriam apenas circular entre os cônjuges, com o intuito de beneficiar a terceiros e consequentemente a si mesmo constituem-se talvez a maior infidelidade. Esse formato de ação covarde testemunha a atitude destruidora que não apenas demonstra um descompromisso subjetivo como também uma falha de caráter que não tem nada a ver com “paixão afetiva” a terceiros. Essa traição é irremediável, deve ser erradicada de logo.
Quando se fala naturalmente em traição, é lembrada a mais popularizada pela sociedade: a afetuosa ou carnal. A vaidade e o sexo, como sempre, condicionam as atitudes dos humanos que procuram sempre agregar os seus feitos às respostas que contemplam as conquistas afetivas e as do poder. Infelizmente não chega a todos a grande oportunidade de desenvolvimento do cérebro que sabe descobrir muito maior felicidade do que aquela que simplesmente dota todos os seres que pouco pensam e vivem instintivamente.