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domingo, 27 de janeiro de 2013
DIZ O GOVERNO: ZERO PARA OS QUE MAGOAM MINHAS FERIDAS.
É muito bom meditar sobre
certas atitudes de pessoas, grupos ou clãs. O Governo vive incentivando a
indústria, o comércio e alguns serviços, liberando impostos, reduzindo taxas ou
mesmo isentando de tributos. Assim acontece para os automóveis com isenção ou
redução do IPI, para a linha branca com redução de impostos, e até mesmo para a
construção civil; facilitando o desenvolvimento de cada um dos setores.
Acontece que, quando se fala de transporte, de segurança,
de saúde e de educação, a banda toca diferente! Por que será isso? Esses
segmentos são tão importantes quanto os citados, que são agraciados com
beneficies do Estado. Será que esses outros segmentos já são agraciados pelo Governo?
Claro que não, simplesmente essas atividades são exercidas com a concessão do Estado!
Você só pode ter esses ramos de atividade se a administração pública lhe
conceder essa prerrogativa.
Então já é um grande favor do poder me dar uma dessas
concessões, assim não posso reclamar mais nada! Zero para todas as minhas
necessidades! Nos transportes, podem incendiar os ônibus que o Governo, que não
nos dar garantias, nada tem com esses prejuízos. Na prestação de serviços de
segurança, os impostos sobre a mão de obra são terríveis! Na saúde, tem
hospital quem pode, e os atrasos no pagamento dos convênios se sucedem, muitas
vezes, com acusações de mau uso ou sabotagem das verbas pagas anteriormente e
com muito atraso!
Na educação, as perseguições são risíveis, se não vejamos:
impostos plenos, mesmo para instituições sem fins lucrativos; exigências nos
serviços que já superam aqueles das universidades federais; convênios como FIES
e ProUni que apenas abatem impostos cada vez maiores; castração das novas
ideias sugeridas pelos educadores em prol de determinações de burocratas
semianalfabetos em educação que estão no poder; avaliações com publicação de
índices errados que são corrigidos com demandas judiciais, pois não existe
abertura para consultas ou diálogo.
Como entender essas perseguições a essas instituições que
ajudam o governo em suas obrigações? Muito simples: esses prestadores de
serviços de primeira necessidade, a cada dia, lembram ao governo as suas
obrigações que têm sido violentadas com o desmando, devido ao uso das verbas
públicas para o empreguismo com altos salários em vez de convertê-las para
esses serviços que beneficiam a sociedade! Resultado: nota zero para esses
empreendedores que magoam as feridas do governo!
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