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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ensino privado no Brasil: um cenário para o futuro.


As instituições de ensino superior privadas representam, hoje, mais de 70% das vagas disponíveis no ensino superior no Brasil. É o que apontam dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais - Anísio Teixeira (INEP). São ofertadas mais de dois milhões de oportunidades de ingresso em redes particulares, contra 900 mil nas estatais, que representam 30%. No total, são disponibilizadas quatro milhões de vagas. Ou seja, a maior parte da oferta continua nas instituições particulares. Dos alunos que entram no ensino superior, 70% optam por faculdades particulares e 30%vão para as públicas_ dados arredondados.
A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social, fazendo com que muitas famílias invistam, cada vez mais, nesse setor. O avanço científico dos últimos anos tem apresentado um novo cenário, principalmente, para a educação universitária brasileira, que deve preparar o aluno para ser um empreendedor e não mais para disputar, simplesmente, uma vaga no mercado de trabalho.
Essa realidade, aliada ao desprestígio das instituições de ensino públicas brasileiras, causada principalmente pela falta de investimentos por parte do Governo, tem feito com que a procura por instituições privadas aumente, alimentando um mercado que cresce vertiginosamente.
Funcionando em horário e local adequados ao seu público e respeitando a exiguidade do tempo dos estudantes de nível superior, a escola de administração privada absorve a maioria do alunado brasileiro, principalmente, por oferecer exercício regular, sem greves, sem falta de professores e com atenção, dedicação e respeito ao discente. Enquanto a escola particular define sua prestação de serviços educacionais, pensando em seu público; as escolas estatais funcionam conforme suas necessidades e nem sempre buscam atender aos interesses do seu público.
Com o aumento da procura, a tendência é que o mercado fique ainda mais concentrado. De acordo com indicadores analisados pela Revista Ensino Superior, a expectativa é de que os grupos educacionais que hoje detêm mais de 30% do mercado da educação privada passem a controlar 50% da oferta até 2012.
Esses grupos econômicos poderosos têm assumido a manutenção de escolas sem visar à prioridade da educação verdadeira. O contingente de escolas que educam mais de 70% dos universitários, a cada dia, tem se restringido a casas de ensino que visam muito mais à profissionalização do ensino do que às descobertas da difícil tarefa do professor de passar o conhecimento aos seus discípulos, tendo em vista a melhor formação acadêmica que trará, em futuro próximo, o desenvolvimento maior para o Brasil e o mundo.

domingo, 9 de maio de 2010

PARABÉNS, MINISTRO FERNANDO HADDAD.


Foi com grande satisfação que recebi a notícia das novas mudanças do FIES, das quais a mais importante é aquela que fixa o valor que deverá ser pago, mensalmente, pelo estudante após sua formatura. Na verdade, o empréstimo que o discente faz não é para desenvolvimento de um projeto de ganho financeiro dentro do mercado, cujo retorno, pode surgir, em curto prazo. O investimento no capital intelectual tem seu retorno em prazo muito mais longo. Montar uma empresa ou instituição ou encontrar um bom emprego e adquirir nome no seio da sociedade demanda anos. Dessa forma o investimento, junto ao credor, precisa ter custo praticamente zero e um longo prazo para liquidação.
Com mais de 40 anos dedicados à educação, já criei bastantes projetos de inclusão social e motivação, afora outros de execução curricular e gestão da educação. Esses planos, até hoje, estão implantados em escola de ensino superior do Recife, com grande sucesso.
A propósito do FIES, nossa concepção nesse particular é a da IES (Instituição de Ensino Superior) emprestar mensalidades aos seus alunos e depois solicitar o retorno também em mensalidades, podendo ser fracionados esses pagamentos mensais em ½ ou outra fração do valor da mensalidade atual da escola.
Como hoje a concorrência tende a uma deflação no valor das prestações escolares, o pagamento de responsabilidade do aluno pode tornar-se até menor que o valor do investimento. É assim que funciona o PAFIDE (Plano de Apoio Financeiro ao Discente), programa criado por nós e que funciona muito bem na escola que o adota.
Todas as nossas criações, nos diversos segmentos educacionais, foram enviadas ao MEC, quando o então Ministro era MD Secretário Executivo do Ministério. Chegamos, inclusive, a solicitar ao MEC o envio de um de seus membros para juntos melhor equacionarmos essas soluções, hoje, tão comuns.
As datas que seguem acusam o envio dessas sugestões ao MEC: Julho de 2003; 18 de novembro de 2003, inclusive com registro do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Diretoria de Documentação Histórica, acusando, em 28 de novembro de 2003, o recebimento do nosso projeto de inclusão social através do diretor Claudio Soares Rocha; e março de 2004. Temos produzido diversas crônicas criticando alguns projetos adotados pelo MEC. É muito justo que, hoje, elogiemos a sensibilidade do MD Ministro da Educação Fernando Haddad, quando modifica a forma de execução do FIES, que agora só benefícios trará para a comunidade brasileira que não goza de privilégios financeiros, mas é capaz de crescer desde que lhe dê oportunidade.
Mais uma vez, parabéns Ministro Fernando Haddad, essa foi uma verdadeira conquista de sua gestão: garantir a consecução dos objetivos de um governo que quer tornar o Brasil “UM PAÍS DE TODOS”.
Espero que este escrito chegue para todos como uma forma de mostrar a nossa lealdade com a atividade de educar. Receber o carinho de um professor é um direito de todos, mas isso só será possível se essa oportunidade for dada a todos.
A crítica positiva e experiente apenas há de fazer crescer a população daqueles que querem unir a força e os saberes para fazerem crescer um país que nos é tão caro!