AS MAIS LIDAS DA SEMANA

AS MAIS LIDAS DA SEMANA
AS MAIS LIDAS DA SEMANA
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO 44. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO 44. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2012

RECICLAR E PREMIAR COM TABLET, MELHOR!

Agora é moda o uso do “tablet”. As escolas presenteiam seus alunos ou exigem a compra desses equipamentos junto ao material escolar e até o governo distribui para seus professores o evento tecnológico que não funciona sozinho. O “tablet” é, em sua essência, um leitor de livros que se tem utilizado como navegador de internet. A falta de memória e outros recursos que permitem o uso de determinados programas fazem o “tablet” acontecer com essas finalidades quase exclusivas.

Não vamos aqui discutir a validade ou não do equipo eletrônico no complexo processo de ensino/aprendizagem no nível médio ou superior, mas vamos questionar a distribuição dessa tecnologia, junto aos seus professores, pelo Estado.

Temos acompanhado as críticas aos governos por não patrocinarem programas de reciclagem e de pós-graduação para melhoria do desempenho didático de seus professores. Inclusive é baixíssimo o percentual de docentes com formação pedagógica, algo de suma importância para que o professor realize o seu papel de transmitir o conhecimento.

Os progressos na educação formal que têm acontecido graças aos novos usos da tecnologia não podem ser negados, mas não adianta você dispor da ferramenta e não a utilizar em todo o seu potencial. Cursos de como utilizar essas “novidades” terão de existir para que a fragilidade do uso, por desconhecimento de suas aplicações, não as tornem obsoletas em pouco tempo. Isso é válido tanto para o professor como para o aluno.

Especificamente, o professor nunca deve esquecer que formas tradicionais de aprendizado guardam particularidades que a velocidade da tecnologia (mal utilizada), muitas vezes, não permite aos seus alunos percebê-las. Essas particularidades ajudam na resolução de problemas pouco comuns que não têm a solução no bojo do aparato tecnológico. Assim, jamais as doutrinas podem ser relegadas ao segundo plano, pois nelas estão as bases filosóficas para as tomadas de decisão diferenciadas.

A tecnologia mal utilizada, sem a preparação de cada aula, e o apelo para “o tudo está pronto” têm levado os mestres a proferirem aulas iguais, maçantes e sem a participação dos discentes. Até a bibliografia é esquecida, colocando-se, nos portais do aluno, apresentações e textos utilizados durante as aulas. Não se pode exigir potência (trabalho em pouco tempo) no ensino. O poder de absorção do conhecimento, pelo alunado, requer regras claras para os conceitos ensinados, tempo para maturação desses novos conhecimentos e diálogo sobre o assunto com os professores e seus pares.

Educação acontece em mão dupla. Sem o despertar do interesse para que o binômio aluno-professor trabalhe em harmonia, dificilmente as informações serão aprendidas.