OS MAIS LIDOS DA SEMANA

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SEGUNDA-FEIRA

         
            A segunda-feira é, segundo a maioria das pessoas, o dia da preguiça. Todos acordam com o impacto do ir à escola, ir ao trabalho, ir à academia, enfim, não é dia de ficar se espreguiçando na cama com vontade de dormir mais. É levantar e mãos à obra! E vem o corre-corre para mais um dia de atividade: o primeiro dia de uma semana que será cheia de cotidianos e inovações sem afastar as surpresas que poderão estar a espreitar o caminhar programado de cada dia. Com os reflexos mais lentos e as juntas mais doloridas, como consequência dos exageros do final de semana, pode-se mesmo transparecer um comportamento preguiçoso que, aos poucos, com o calor das atividades requeridas, vai dando lugar à regularidade de comportamento costumeiro do dia a dia.
            Muitos comentam que a segunda-feira deveria ser a primeira-feira, pois marca o início das atividades habituais mais regulares da vida. No entanto, o domingo é que deve ser considerado o primeiro dia da semana e, por isso, o dia consequente é a segunda-feira. Vejamos, então, como conciliar essas formas de encarar os nomes dos primeiros dias da semana com coerência.
            Poucos encaram o domingo como o dia preparatório e de início da semana. Nesse dia, todo nosso organismo deve preparar-se para as atividades que estão por vir. De início, seria interessante o concentrar-se sobre os erros e acertos da semana que passou, convivendo com momentos de meditação junto a si mesmo e em lugar próprio para esse encontro com você. Para uns, seu próprio quarto repousante, para outros, o templo, ainda a vista do mar ou o admirar da natureza nos campos resumem os locais propícios para esse diálogo único. Passado esse momento, vamos para as atividades de lazer brando e obrigatório como por exemplo: passear e dar atenção à família privada – mulher e filhos –, uma visita aos parentes próximos como os pais ou irmãos e, finalmente, um entardecer relaxante, em seu próprio lar, dividindo esses momentos, que antecedem a luta pela sobrevivência, com seus entes queridos e parceiros de sempre. Assim, esse realmente aconteceu como o primeiro dia da semana: o domingo. Na segunda-feira, não restará remorso nem ressaca moral para ser curtida.
            A igreja comenta que Deus, ao construir o Universo, descansou no sétimo dia (sábado). Os  homens, apesar disso, acharam pouco e acrescentaram o domingo para o “descanso”, que, no entanto, transformou-se em mais um dia de festas e farras. Muitas vezes, essas brincadeiras pouco  comedidas em movimentos e bebidas levam à exaustão física e psicológica daqueles que acreditam que a semana deveria começar como primeira-feira, após o domingo, pois este tornou-se fim e não início de semana.    

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

EMBOLANDO AS LEIS


         
        As leis que determinam uma feitura que irá abordar diretamente todo o público deve ser bastante esclarecida para que seu uso venha a atingir os objetivos para os quais ela foi promulgada. Sabemos que ela custou, para nós, todas as mordomias das quais gozam os nossos deputados e senadores e que são pagas com nossos impostos. Dessa forma, deve-se apontar o motivo do porquê das novas determinações, mostrando-se o que acontecia antes da nova lei e o que acontecerá após a adoção da novidade. Isso não só servirá para uma melhor aceitação das mudanças, como também para facilitar a absorção dos preceitos das novas determinações estabelecidas.
            Mais importante ainda é cuidar para que os veículos causadores ou disparadores dessa nova atitude estejam bem informados de como devem comportar-se a partir de então, para que a lei tenha sucesso. Um caso típico é o da edificação de estações rodoviárias e integrações. Devido ao som emitido pelo motor de veículos – ônibus e autos de um modo geral – ser de frequência grave, os danos auditivos na escuta regular desses ruídos, com largo espectro, é fatal para as células auditivas que facilmente são danificadas, produzindo perdas na audição, principalmente das frequências médias, na qual se concentra a nossa voz. Essas lesões  são prejudiciais à comunicação oral com os nossos semelhantes e por isso devem ser radicalmente evitadas.
            Na construção das estações rodoviárias e assemelhadas, deve-se cuidar para serem projetadas, abaixo do leito das vias de alta circulação, auto estradas e vias expressas, com acesso através de vicinais com declive que levem até o prédio da estação e após, no retorno, o declive continuar até que a distância não permita mais o som da aceleração perturbar os servidores da rodoviária ou assemelhado, na subida de volta à via expressa. Sendo assim, os ônibus chegam sem acelerar e saem sem acelerar, não emitindo, dessa forma, ruídos que venham prejudicar a audição das pessoas que ali estão em trabalho permanente. 
            O mais importante desse evento é o motorista que se dirige à rodoviária saber que não deve acelerar; se assim não acontecer, todo o investimento arquitetônico vai por terra. Dessa forma, avisos na via e em lugares visíveis devem alertar aos motoristas que não é permitido acelerar naquela vicinal. Será que isso é feito? Muitas vezes até os projetistas não conhecem o objetivo do porquê fazer assim, e lá vão as integrações projetadas no centro entre as pistas de alta circulação.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

POR QUE ISSO?

            Muitas normas e leis são estabelecidas pelos órgãos competentes sem justificar o porquê da existência desse novo aos cidadãos nem ao público em geral, que deverão cumprir as determinações. No momento, o uso, no período diurno, do farol baixo aceso em determinados logradouros que têm a jurisdição federal ou estadual foi determinado sem identificação expressa e bem propagada para os motoristas, sem justificativa plausível para seu uso.
            Isso me parece com a obrigatoriedade do “Kit” de primeiros socorros compelido a transitar em todos os veículos, gerando multas para quem não os transportava. No entanto, sem nenhuma justificativa a lei foi descontinuada da mesma forma que foi estabelecido o seu uso, gerando apenas despesas e multas para muitos, sem restituição desses gastos após o cancelamento da invenção que só fez extorquir o dinheiro daqueles que cumpriram as determinações sem fundamentos. Primeiro porque nem todo mundo sabe dar assistência aos primeiros socorros e, segundo, porque isso é obrigação do poder público. Quem pagou, pagou.
            O caso do farol aceso durante o dia, sem chuvas ou neblina, também não é justificável, inclusive quando as avenidas mudam de jurisdição sem o menor alerta aos motoristas. O único prejudicado é o proprietário e condutor do veículo que enriquece os cofres públicos sem culpa das multas e perdas de pontos em sua habilitação. Por que o governo nada faz para alertar aos motoristas com sinalizações e alertas para essa nova lei? Será que é para arrecadar mais multa? Cada nova ideia em favor do contribuinte deve ser revestida de uma campanha e de uma regularização, no caso do trânsito nos logradouros, com faixas e outras anotações na própria via para que os motoristas sejam alertados para as novas regras de trânsito.
            A justificativa precária é a de evitar acidentes nas BRs e PEs, com  os transeuntes e outros veículos. Mas é sabido que acidentes acontecem muito mais nas vias urbanas regulares do que nas vias expressas, e mais, durante o dia, o farol é menos notado do que o próprio veículo que está circulando. Para se estabelecer uma lei que atinja uma grande massa da população, deve ser apresentado um projeto que justifique a novidade com dados estatísticos e debates para a efetivação da homologação pelos órgãos competentes! Da forma como se está sendo feito, enfatiza-se apenas a gula fiscal.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ILUMINADO PELA CELPE

         
          Quando a Celpe passou para a administração privada, cuidei logo de comprar um gerador para a Faculdade ESUDA, pois sabia que as manutenções seriam precárias e a faculdade não poderia ficar à mercê da companhia de energia com grande parte de seus alunos estudando à noite. De início, poucos apagões surgiram, mas, alguns anos depois, sem as manutenções preventivas, iniciaram-se as faltas de energia que a cada momento aconteciam despudoradamente.
            Atualmente, tem acontecido a falta da energia elétrica, no bairro de Boa Viagem, na alta madrugada entre 3 e 4 horas; e o pior é que só retorna depois de duas ou três horas. Nessas ocasiões, após o retorno da energia, algumas falhas rápidas, de até segundos, ainda acontecem na distribuição, causando danos aos eletrodomésticos e aparelhos médicos como bipapes, concentradores de oxigênio, e tantos outros necessários à sobrevivência de pessoas que sofrem de algum mal e utilizam equipamentos que dependem do fornecimento de energia. Eventos intempestivos são naturais de acontecerem, como queda de árvores ou mesmo pássaros que podem danificar os transformadores e os fios da distribuição de energia; mas os reparos deveriam ser de imediato e não se ficar esperando as providências por horas a fio, até que chegue o caminhão com a equipe de prontidão.
            A falta de responsabilidade das prestadoras de serviços e o pouco caso que o governo faz das falhas cometidas por essas instituições levam a existência de péssimos serviços que muito prejudicam o consumidor: as operadoras de celular, as Tvs a cabo, as geradoras de banda larga e, principalmente, a Celpe, que em todos esses fazeres está presente para garantia do funcionamento regular.
            Para não esquecer de apagar esse incêndio de serviços, citaremos a Compesa, que, além de não ter água suficiente para fornecer, ainda a fornece mal tratada, cobrando o serviço de esgotos para satisfazer aos seus lucros e negligenciando os cuidados com seus usuários.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

TERCEIRIZAÇÃO

         
          Aqui no Brasil as coisas funcionam de maneira muito estranha. Imitando outros países, desenvolvidos, o nosso país adota em diversas empresas os serviços terceirizados. Para tanto, as contratações não podem incluir serviços que sejam o objetivo fim da contratante. Uma faculdade, por exemplo, não poderá contratar professores para ministrar as aulas nos cursos regulares, autorizados pelo MEC, podendo sim ter seu pessoal de apoio, como vigilantes e serventes, por exemplo, prestando serviços sem serem contratados pelo seu departamento de recursos humanos, ou seja, enquadrando-se como funcionários terceirizados.
            Os grandes motivos das contratações de ofícios terceirizados são principalmente dois: primeiro, permitir ao contratante ter funcionários treinados para os serviços, evitando a demanda de tempo e custos para as adequações de servidores se fossem preparados pela contratadora, além de possibilitar a troca de funcionário em qualquer tempo, por incompatibilidade de comportamento do servidor com os princípios da empresa, sem um recomeço que inclua indenizações e outros custos; e segundo, não sofrer sangrias financeiras no momento de uma demissão por diversos motivos, como convivência inadequada com o trabalho, falta de preparo profissional ou mesmo demissão por força de redução de custos, advindos da necessidade de menor produtividade ou por menor absorção no mercado dos serviços produzidos pela empresa.
            A grande diferença aqui no nosso país é que, com o tempo, outras regras se superpõem àquelas originais que fizeram existir essas empresas de terceirização e tantas outras. O pior é que esses novos disciplinamentos acontecem por fatores políticos, muitas vezes escusos, como, por exemplo, o populismo. Hoje, quando um funcionário da empresa terceirizadora entra em litígio com sua empregadora, ou seja, aquela na qual tem a carteira de trabalho assinada, a empresa em que o funcionário exercia a sua função é chamada como litisconsórcio no evento trabalhista, tirando assim uma das vantagens do serviço terceirizado. É difícil entender as regras brasileiras sem bases salutares. As leis são feitas sem consciência dos porquês, só por “lobby”.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

REVIRANDO A CASA DE TOBIAS

            O prédio atual da FDUFPE (Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco) hoje se coloca como um peixe fora d’água. Todas as unidades componentes da Universidade Federal de Pernambuco já estão locadas na Cidade Universitária e a representante maior de nossa Universidade Federal, a antiga Faculdade de Direito do Recife, ainda jaz fora dos limites do campus universitário de Pernambuco. Isso se deve ao fato do “tradicionalismo do Direito” querer fazer regra que agride a regra maior qual seja a centralização dos cursos superiores da universidade em questão, na hoje Cidade Universitária. O motivo foi bem claro: formar-se na “Faculdade” onde estudaram grandes mestres, tais como Tobias Barreto, Joaquim Nabuco, Silvio Romero, Raul Pompeia, Epitácio Pessoa, Graça Aranha, Nilo Peçanha, João Pessoa, Pontes de Miranda, Assis Chateaubriand, José Lins do Rego. Talvez essa ideia tenha sido válida tempos atrás quando o valor histórico de monumentos vivos, como é o da Faculdade de Direito, não eram valorizados como os são na atualidade. Durante esse período, souberam os mantenedores desse patrimônio mantê-lo perfeito como se encontra hoje em dia, com seus belos jardins e edifício que datam de 1912, ou seja, com 103 anos de construídos.
            A FDUFPE, depois de construir mentes que aprenderam a valorizar a nossa história, pode muito bem mudar-se para conviver com seus pares, ou seja, as faculdades de Medicina, de Engenharia, de Arquitetura, de Letras e tantas outras que ali estão. Isso não irá mudar o garbo nem o brilho intelectual desses jovens que farão o direito no Brasil. Isso posto, qual seria então o destino desse patrimônio histórico e cultural – o sítio histórico onde está a antiga Faculdade de Direito do Recife?
            Inicialmente, temos que explorar toda a área e entender que o prédio principal deve ser ocupado para fins de uma atividade cultural de alto nível, tal qual um museu específico de ciências em todos os campos, no qual deverá existir uma área dedicada à história da Faculdade de Direito no estado de Pernambuco, desde seu início, em 1828, até os nossos dias. Para tanto, deve ser especificado com placas indicativas o material usado em cada detalhe do edifício, assim como a citação da época das mudanças sofridas no tempo. Essas placas indicativas também devem acontecer no campus de um modo geral, incluindo os tipos de árvores, de arbustos e de espécies de vegetação com seus nomes científicos e populares. Também deve ser destacado o mobiliário que deve complementar os já existentes.
            A acessibilidade, que não era levada em conta na época, deve agora ser pensada no todo do campus, incluindo os jardins, as áreas externas e o interior da edificação. Tudo bem pensado de acordo com Projetos Paisagísticos de Sítios Históricos. Caso as verbas do governo não suportem um projeto como tal, que seja aberta concorrência para exploração particular durante um período para tirar o investimento. Durante esse contrato de parceria, a empresa privada deve respeitar os projetos arquitetônicos e paisagísticos dados pelo poder público, assim como supervisionar a gestão do empreendedor que deve cuidar da manutenção de todo o campus, inclusive das edificações e de seus mobiliários e acervo técnico-científico e social.
            Parques infantis e quiosques com venda de utilidades, de lanches e de materiais históricos e kits de como recuperar peças históricas serão implantados por terceiros que pagarão um aluguel pelo espaço ou faturamento. Pode-se também pensar em um espaço para projeções de filmes históricos e técnicos.
            Infelizmente, a área terá que ser resguardada com limites intransponível, aos quais visitantes terão acesso por uma entrada exclusiva, com segurança total. Para manutenção do museu será cobrada uma entrada com valor acessível e uma comissão do comércio que se fará no sítio histórico. Acontecendo praticamente no centro do Recife, o projeto tem tudo para dar certo. Obedecendo-se a todo o planejamento que inclui os quereres da população, dos amantes da casa de Tobias e demais intelectuais, temos certeza de que o projeto “A NOVA CASA DE TOBIAS” será vitorioso.