AS MAIS LIDAS DA SEMANA

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O ANO NOVO VAI DESTRUIR A AMBIÇÃO


O novo ano sempre nos chega com desejos de crescimento pessoal para nós e para nossos pares. Vão e vêm os cartões de natal sempre augurando um “FELIZ ANO NOVO” no qual essa felicidade é posta como saúde, anos de vida, paz, progresso na profissão, muito amor, etc., etc..
Não tiro a validade dessa forma de cumprimentar os parentes e amigos na passagem de um ano para o outro, no entanto em uma época de tanta globalização já se faz mister que esse momento seja uma oportunidade de investir mais na sociedade e colocar, nessas felicitações, a construção de um mundo melhor para nossos descendentes.
Ouve-se falar, a cada momento, de catástrofes sociais e físicas no planeta inteiro. São terremotos, vendavais, tsunamis e outros desastres naturais, assim como guerra, assassinatos cruéis de pais, filhos, cônjuges e tantos outros que chocam e consternam a humanidade.
Cada história, nas novelas e nos filmes, sempre nos remete a esse lado mau dos humanos, propagando, de forma indistinta, o mal e, como consequência, tornando naturais as mais terríveis aberrações do relacionamento entre os homens. Os contos sempre como uma apologia ao torpe alimentam as mentes deterioradas e as convidam para a proliferação, cada vez maior, desses malfeitos.
O grande motivador dessas criações é o próprio público que tem sido, desde a infância, invadido por formatos inadequados de produções nos quais a violência sempre tem guarida e que hoje busca, em emoções fortes, saciar a sua necessidade de adrenalina.
Com o objetivo de minorar, cada vez mais, esses produtos da insensatez, devemos criar mensagens de mudanças, esclarecendo qual o verdadeiro papel da humanidade. Sem temer os ambiciosos, devemos criar o novo e redirecionar a nossa sociedade para o bem. O ambicioso simplesmente acontece criando modas que fortalecem os seus bolsos, pelo simples desejo de conquistar a projeção que satisfará o seu instinto de vaidade animal. Jamais neles existe a consciência do bem comum.
Mensagens como: “não deixe a vaidade sufocá-lo, você é inteligente”... – “não permita que a ambição o engula, distribua a bondade que existe em você”... – “não admita que a ganância o cegue, você tem lindos olhos” – “não consinta que a perversidade o conquiste, você tem muito amor para dar”...; sempre fortalecendo o ego das pessoas, mostram que a mudança é possível e, dessa forma, estaremos construindo sem violência um futuro melhor para os nossos consequentes.
Buscamos muito um tema para fechar o ano de 2010, tivemos a publicação média de um artigo mensal pelo Diário de Pernambuco e quarenta e oito através do blog Quimera, e, de repente, dentro do nosso estilo crítico construtivo, encontramos essa mensagem aqui posta.
Esperamos sempre que as alternâncias sociais, cada dia, levem-nos mais aos verdadeiros e saudáveis caminhos, como os seres mais inteligentes do planeta e, em consequência, os mais pobres em conhecimento inato. Temos que fazer um maior uso do que nos sobra e abominar os instintos perversos que nos angustiam.
Desejamos um Feliz 2011, com todas as mudanças possíveis para o bem da humanidade, abraço para todos que fizeram dos nossos artigos um momento de reflexão.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O GRANDE CONCEITO DO SIGNIFICADO DE DEUS

Para se encontrar o significado, junto a você, de um ente ou um objeto é necessário que ocorra uma relação biunívoca ou perfeita entre os dois elementos. O homem gosta de justificar suas atitudes perante seus pares com o intuito de resguardar-se de críticas e buscar sua autoconfiança ou segurança. Dessa forma é muito comum estabelecer uma relação de intimidade ou convivência, não existente, quando se deseja agregar algum valor a alguma relação.
Essa atitude é admissível, no cotidiano, quando falamos de pessoas de nossa relação ou de objetos com os quais nós temos convivido. E lá vem uma série de histórias para justificar o querer bem, ou não, a essas companhias. Quando falamos de Deus não é possível agir da mesma forma.
O conceito de Deus não se pode definir racionalmente. Temos que entendê-lo por abstração. O universo que nos cerca, os acontecimentos absolutos que não admitem afrontas, a não consciência do início e desenvolvimento do sistema de vidas e da evolução que está presente em nossas vidas afirmam a existência de um ente superior indescritível.
Nenhum mortal deve ser imagem e semelhança desse ente quase mágico que tem onipresença e onisciência de todo o Universo. É a parte inteira do todo, é a presença além do passado e futuro, é a forma de ser desejado, é continente e conteúdo, é observador que comanda, mas não influi na determinação do seguir da evolução.
Li, certa vez, o que alguém escreveu sobre o que é ser um “grande homem”. No texto, tudo que se lia acerca de uma dada qualidade da característica de ser um grande homem esbarrava na contraposição de um defeito. É assim, mas pode não ter tal qualidade... Todo o descritivo transcorreu desse modo. Finalmente a grande proposição é solucionada e se diz: o “grande homem” é aquele que tem a imagem e semelhança a Deus.
Ora veja, a grande conclusão foi apontar a mais demoníaca qualidade para o ser humano: a vaidade, como motivo que o engrandece. Semelhança com Deus. Que significado de Deus posso eu dar a quem se assemelha a Ele? E essa proposição se constitui na grande maioria dos viventes. Tenho que escrever para poucos, mostrando que existem significados que transcendem o nosso entendimento. Não podemos apenas compreender a inaptidão dos seres ditos irracionais e não acordarmos para o nosso incauto saber!
Quando falamos o que Deus significa para nós, vamos de logo suprindo todas as necessidades de nossos vazios. Colocamos para Ele todas as funções que desejamos de alguém que nos falta. O patrão para dar emprego, o médico para dar saúde e tudo mais que nós desejamos e teremos de obter com dificuldades.
Na verdade, o Deus popular é aquele que supre as nossas angústias e os nossos quereres sem cobrar, sem reclamar. De quando em vez, lembramo-nos de agradecer as beneficies recebidas, quando o pouco entusiasmo as tinha como quase impossíveis. É pobre esse significado de Deus!
A necessidade de formatar o pensamento e tudo que nos cerca com soluções efêmeras nem sempre preencherá o vazio que nos faz distante da consciência do nosso Deus. Quando se deixar de questionar o início e o final dos tempos, como tudo teve seu despertar e quando chegará ao ocaso, aí sim, poderemos entender o que seja Deus.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CRESCER, E NÃO, INCHAR

O desenvolvimento, na área da educação brasileira, parece-nos bastante salutar. Vemos escolas se agrupando para um melhor desenvolvimento, outras crescendo com auxílio de capital estrangeiro, outras sendo compradas por grupos financeiros internacionais e assim por adiante.
Esses acontecimentos têm tornado o ensino superior, cada vez mais, acessível ao público que vê nessas mudanças uma boa oportunidade de qualificação profissional e, como consequência, melhor oportunidade de trabalho e evolução salarial no seu emprego.
As novas técnicas de ensino, que utilizam os meios mais modernos disponíveis, têm tornado os alunos mais motivados e presentes nas salas de aula. Laboratórios modernos e o uso da informática de forma abrangente têm dado aos cursos superiores uma atualização permanente muito importante para os dias atuais e um desenvolvimento tecnológico que tem trazido mudanças a cada amanhecer.
Uma avaliação das grandes escolas de hoje vem constatando essas evoluções e vislumbra os donos dessas escolas como fortes empreendedores. A administração da escola tem sido pautada dentro dos conformes das grandes empresas, com contabilidade e demandas administrativas impecáveis e uma equipe de marketing de causar inveja, pois as verbas dedicadas à propaganda tornam-nas convincentes e de boa mídia. Essas têm preço pouco além do justo, mas dão seu recado.
As melhores estratégicas também acontecem. Os grandes grupos, paralelamente, criam escolas de graduação populares, onde as mensalidades são comparadas às do pré-escolar de escolas suburbanas. Atraindo, assim, alunos mais carentes. Tudo isso demonstra a grande visão dos empresários que comandam essas faculdades, no que concerne às atividades meio.
Por outro lado, não encontramos nas formalidades acadêmicas nada que mostre avaliações do ensino/aprendizagem da escola, ou seja, o controle da qualidade da sua atividade fim. Como indústrias pesadas, a matéria-prima, estudantes, entra por uma porta, “percorre” os diversos períodos do curso e retorna ao mercado de trabalho com um belo diploma, mas com pouco poder de construção.
Os próprios ENADEs não contemplam as especificidades do curso, mas sim, num formato genérico infame, apenas servem como forma de participação do MEC na “avaliação” da escola. Assim, em pouco tempo, cairá o valor agregado ao diploma de curso superior.
A verdade é que hoje poucos são os educadores que dirigem faculdades e universidades. Desde quando a educação tornou-se um negócio rentável para empresário, os verdadeiros abnegados por ver nascerem de seus discípulos as grandes descobertas científicas ficaram para trás. As exigências sem cabimento dos que comandam a avaliação das escolas superiores não têm dado espaço para os mestres da educação.
Não se pode gerenciar o segmento educação, tão cheio de detalhes e especificidades que exigem o sentimento, o “feeling”, para um bom desempenho, apenas olhando para números e resultados financeiros. O acompanhamento do professor em suas tarefas, a entrevista com os alunos em suas demandas, o contato corpo a corpo com a comunidade acadêmica é que vão redirecionar os caminhos da educação a cada momento. Essas são as qualidades exigidas dos diretores das escolas.
As avaliações do complexo ensino-aprendizagem não se esgotam em formulários feitos por burocratas que jamais tiveram oportunidade de acompanhar corpo a corpo o desenvolvimento desse binômio. É preciso analisar a experiência dos comandantes das escolas, não é simplesmente a contratação de especialistas em educação que tornará o ensino proveitoso.
O respeito pelo trabalho e o suprir das necessidades de seus pedagogos só podem acontecer quando o diretor tem a formação e vivência no segmento do educar.

domingo, 12 de dezembro de 2010

QUANDO ACONTECE UMA TRAIÇÃO CONJUGAL?

O casamento, como um contrato qualquer, possui suas cláusulas que devem ser bastante entendidas pelos participantes do mesmo. O deixar de cumprir qualquer uma de suas determinações tem o significado de quebra de contrato e se acontecer, sem a imediata denúncia, é considerado traidor o faltoso.
O contrato matrimonial não tem que possuir todas as suas cláusulas por escrito, pois os grandes pactos conjugais, não raramente, acontecem até sem a plena consciência dos acordados. São os segredos do matrimônio que, geralmente, provocam a decadência do mesmo.
Muitos casamentos ocorrem devido a uma necessidade que não teria de ser suprida, obrigatoriamente, por eles. A necessidade de sair de casa, buscar a independência, querer ter um filho e querer alguém para cuidar de si são alguns dos diversos motivos que não incluem o querer bem, o companheirismo, a busca de horizontes comuns a dois, etc. e, muitas vezes, levam duas pessoas a uma união em busca da célula familiar.
A traição conjugal pode ocorrer de duas formas distintas. A primeira, e talvez a mais comum, é aquela que acontece sem premeditação. O desconhecimento de cada um dos elementos do casal, de como funciona a cabeça do outro, levará por certo cada um a exercer atitudes aparentemente regulares, mas, que têm um significado danoso para o outro.
O território que cada um reservou para si é naturalmente desconhecido do outro. Esse território, frequentemente, acontece como uma réplica daquele do pai ou da mãe que não foi institucionalizado socialmente e, dessa forma, é difícil de ser detectado pelo par. Comportamento junto a terceiros e atitudes sociais esperadas do consorte constituem-se como território, e não deve ser violentado ou invadido por outros que assim o fazem por culpa da cara metade que não respeita esse pensar do cônjuge. Aí existe uma pálida traição.
A segunda maneira de acontecer a traição é através do reflexo do casamento por motivos alheios aos princípios que o norteiam, aqueles citados anteriormente. Assim, a busca por aventuras amorosas que completem a necessidade ou a ausência do lar, para fazer cumprir os anseios que um dia motivaram a saída de casa na busca da liberdade para visitar amigas (os) a qualquer momento ou para desfrutar de compras ou passeios com parceiras (os) dos tempos anteriores ao casório, sem o convite ao cônjuge, pode ser considerada traição afetiva, pois não contempla o companheirismo que deve existir entre casados.
Afora essas traições afetivas, podem acontecer também aquelas que são mais ousadas, pois são altamente premeditadas. O aproveitamento de demandas financeiras para beneficiar a terceiros ou mesmo à própria vaidade e a quebra de sigilos de negócios ou intimidades, que deveriam apenas circular entre os cônjuges, com o intuito de beneficiar a terceiros e consequentemente a si mesmo constituem-se talvez a maior infidelidade. Esse formato de ação covarde testemunha a atitude destruidora que não apenas demonstra um descompromisso subjetivo como também uma falha de caráter que não tem nada a ver com “paixão afetiva” a terceiros. Essa traição é irremediável, deve ser erradicada de logo.
Quando se fala naturalmente em traição, é lembrada a mais popularizada pela sociedade: a afetuosa ou carnal. A vaidade e o sexo, como sempre, condicionam as atitudes dos humanos que procuram sempre agregar os seus feitos às respostas que contemplam as conquistas afetivas e as do poder. Infelizmente não chega a todos a grande oportunidade de desenvolvimento do cérebro que sabe descobrir muito maior felicidade do que aquela que simplesmente dota todos os seres que pouco pensam e vivem instintivamente.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ENVELHECER: CASTIGO, BENÇÃO OU APENAS UM EVENTO NATURAL?


Quando nós falamos sobre envelhecer, vem a nossa mente o declínio físico e, não raras vezes, até o mental. Tudo isso porque comparamos superficialmente o ser jovem com o ser maduro. Ser jovem é ser voluntarioso, destemido, é ariscar em busca de suas verdades, é progredir, é crescer física e intelectualmente. Ser maduro é saber conviver com as necessidades nefastas do físico graças à sabedoria armazenada através do tempo, é ser capaz de compreender o jovem e o novo, é ter maturidade.
Por que envelhecemos? Não é a decadência do corpo que se impõe como a busca da finitude, mas as mudanças do corpo que têm o significado da evolução. É bem conhecida a puberdade com crescimento de pelos e explosões hormonais como um preparo audacioso para a reprodução e manutenção da espécie. É o belo que surge daquele projeto recém-nascido que encheu de alegria os velhos pais, apesar do pouco encantamento ali presente na maioria das vezes.
A evolução física, tão decantada pelos poetas como em Seu corpo, Garota de Ipanema e tantas outras canções, acontece em mentes inexperientes, vaidosas, que pensam poder apalpar as nuvens. A evolução mental que descreve o viver e suas demandas, ensinando aos jovens o bom existir, reside em um corpo castigado pelas mudanças que proporcionaram a evolução dos saberes. Não existe mente sem corpo, nem corpo sem mente. O semblante se mostra como o espelho das interiorizações do ser.
As mudanças de nosso corpo procedem graças à evolução de nossos genes que, habitando os nossos cromossomos, transferem às novas gerações o aprendido hoje, que facilitará a continuidade da evolução da ciência. São as mudanças de comportamento que fazem surgir as trocas ou alternâncias intrínsecas do ser. Essas trocas ou alterações tornam novas as características da prole.
Envelhecer é a oportunidade de assistir ao desenvolvimento de suas semeaduras, é oportunizar outras vidas com o novo, cuja parte você construiu. Quem não envelhece não dá oportunidade a sua renovação com a inovação de seus genes. O cair com a velhice é uma opção de um viver mais ou menos intenso ou consequência de males preexistentes ou adquiridos, que, no entanto, deram-lhe uma forma especial de olhar a vida e produzir o diferente. E isso satisfez a sua vaidade.
Não é castigo, porque quem não finda, como o universo, envelhece como forma de renovação. Que castigo é esse que transita em mais oportunidades de alegrias e viveres diferentes? O seguir sempre igual trará sensações nunca vividas? Que tal escutar um alento que lhe orgulha de toda uma vida em prol desse reconhecimento atual? E assistir ao crescer de tantas coisas que você ajudou a construir? Castigo é o que se recebe por atitudes mal produzidas por você mesmo.
O adaptar-se a mudanças requer maturidade. A maturidade vem de exaustivas experiências vividas. E é a maturação do vivido e aprendido que nos faz descobrir os encantos do ocaso. Mas a luta será grande até lá. Assim, não é uma benção envelhecer, mas sim uma meta saber envelhecer. Dessa forma, armazenar todas as vivências para a velhice futura que, se não acontecer, nada foi perdido, constitui-se como uma boa diretriz para viver. A benção é o próprio nascer. É a força maior da manutenção da espécie que evolui.
Finalmente entregamos os pontos para o evento natural. Tudo na natureza, e porque não no universo, é dinâmico. Nada para, nada volta, sempre evolui para o novo, e esse novo assusta como todo desconhecido. Ninguém ama a decadência. Devemos nos preparar com uma vida saudável para despertar com uma velhice de qualidade. Por mais simples que seja sua vida, ela será sempre somente sua e daqueles que opinaram por lhe querer bem.
Oh! Envelhecer, eu te espero mais que antes e te desejo posto agora.

sábado, 20 de novembro de 2010

NACIONALIZAÇÃO: NEM EMPREGO “E NEM” CIÊNCIA

A globalização, hoje, é impossível não ser adotada. Tudo caminha para a interação entre as comunidades e um servir a todos torna o evento mais econômico e inclusivo. Com esse pensamento, a sociedade nordestina acha uma dádiva todas as diretrizes adotadas, atualmente, em nosso país, que contemplam toda uma nação. Puro engano.
A nacionalização dos concursos públicos, por exemplo, simplesmente tem o fito de abrir espaço para as cidades mais desenvolvidas, cujos habitantes concorrem às vagas abertas no nordeste nos diversos setores de atividades profissionais e do conhecimento e as ocupam.
Os concursos para magistério, nas escolas federais, podem aprovar candidatos de todo o país e, naturalmente, é mais fácil a aprovação dos candidatos do sudeste do que os nordestinos, para ensinarem nas escolas do norte-nordeste. Assim outras capitais, que não de nossa região, são beneficiadas com o emprego.
As indústrias abertas em Pernambuco, sem um preparo antecipado da mão-de-obra, também têm aberto espaço para o emprego de emigrantes de outros estados, que já possuem maior contingente de mão-de-obra especializada. E palmas para os projetos sem planejamento.
Poderíamos citar vários exemplos de globalização que têm sido inconsequentes graças ao querer aparecer político em setores que incluem não apenas tecnologia, mas, e principalmente, o desenvolvimento social, que vem da oportunidade de emprego e saber do povo. É um absurdo ninguém da Câmara e/ou do Senado, representantes do norte e nordeste, por exemplo, não apontar para esse equívoco que tem creditado aos povos do centro-sudeste oportunidades profissionais em detrimento do nosso povo.
A nacionalização das vagas, nas escolas superiores do Governo, também tem tirado oportunidades dos habitantes das cidades ingressarem nas universidades do lugar, pois as vagas são ocupadas por estudantes de outras cidades mais prósperas. Pessoas de Rio/São Paulo buscam Salvador/Recife que, por sua vez, buscam Feira de Santana/Caruaru, e assim por adiante. Mas isso ainda é pouco. Como piorar?
Vem o famigerado ENEM nacional. Num país continente, se quer fazer um exame nacional, com as mesmas questões, no mesmo dia, na mesma hora; só não deu para ser com os mesmos fiscais. Isso é isonomia. Que nada! Isonomia, no saber, é tratar de forma igual os assemelhados. E quem disse que povos que vivem há mais de 2000 km de distância comungam os mesmos saberes, de mesmos costumes de mesmo vocabulário, etc. etc.
Afora a diversidade citada acima, o exame é redigido por professores de uma dada cidade sem a participação de todo o contingente de professores representantes das diversas regiões do Brasil. Redação com os vícios de linguagem do lugar, com questões comuns às avaliações e aos ensinamentos dos cursinhos locais, com nenhuma preocupação em relação às especificidades das cidades onde serão aplicadas as provas.
Naturalmente o imprimir, pelo menos, de 4.000.000 (quatro milhões) de provas deve levar a equívocos na formatação da mesma que é ainda violentada na entrega aos longínquos lugares. Os preços concorrendo, a exiguidade de tempo, a confiança e a credibilidade esperadas fomentam os erros que sempre existirão, com certeza, em cada uma das edições do ENEM.
Errar é humano. Não se deve persistir no erro. Vamos deixar que o povo de cada região cuide de seus ENEMs e, dessa forma, as oportunidades de estudar em universidades de sua cidade aumente. Promova o governo outra forma de contemplar os habitantes das cidades mais desenvolvidas e não venha tirar das pessoas sua cultura, seus direitos ao aperfeiçoamento intelectual e ao emprego.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A GRANDE PEQUENA ESCOLA PRIVADA

O mundo globalizado tem seus encantos, no entanto, a perversidade torna-se abrangente produzindo prejuízos incalculáveis no tecido social produtivo. Quem não se lembra da “venda” nas esquinas suburbanas com direito à “caderneta”, onde as anotações das compras do dia a dia eram anotadas para serem pagas no final do mês? Não existe mais. Os supermercados, com seus estoques monstruosos comprados a prazo, vendem à vista com menor preço e fecham as bodegas ou “vendas”.
Não podemos esquecer que, em todos os dias, junções de bancos, empresas e indústrias acontecem, é claro, com o domínio acionário das mais fortes sobre as mais fracas. E qual a bola da vez atualmente? É a educação. Não no ensino fundamental ou médio, mas sim no superior, levando, inclusive, escolas tradicionais a fecharem suas salas do “ensino básico” para servirem ao universitário.
No Brasil, dos 873 municípios que possuem escolas de nível superior, 568 possuem escolas com menos de 2.000 alunos, num total aproximado de 900.000 alunos dos quais 82% pertencem às privadas apoucadas. Essa realidade de hoje, resultados divulgados por revistas especializadas como Linha Direta e Ensino Superior, será bem diferente amanhã.
Segundo as mesmas fontes, daqui a cinco anos só restarão 1.400 pequenas escolas e, em 2020, apenas 16 grandes grupos dominarão a área da educação superior. Interessante é anotar que nos EUA o Governo afirma que o estado é forte graças ao contingente de pequenas empresas, porque, com idéias inovadoras, criam o diferente vendável, a exemplo do micro gerado em indústrias de fundo de quintal por aposentados da NASA.
As consequências dessa globalização estão nas grandes perdas, por só construírem o igual. Não vamos nos iludir que a compra de faculdades, no Brasil, por grupos estrangeiros, fomentará o progresso do povo brasileiro. A avidez do capitalismo na produção de bens para si próprio, jamais permitirá a criação de “jogos” que interessam ao desenvolvimento sustentável do nosso país.
Quem cuidará das necessidades e especificidades da nossa evolução na educação nacional? Ninguém. Praticaremos, sim, currículos moldados nas premências daqueles que fazem a educação. Ainda mais, teremos nossa casa invadida por “alienígenas” que, nas salas de aula, buscarão convocar nossos cérebros para servirem ao seu Estado. Isso sem contar com a ocupação de vagas que faltarão aos brasileiros.
Já vi esse filme em proporções bem menores, anos atrás, quando o então Instituto de Física da UFPE, foi dominado por professores do sul. As nossas verdades pouco importavam, adotavam “cartilhas” teóricas para ensinar a essência da prática que é a ciência da Física. A matemática soberba, como erva daninha, invadia o cérebro dos estudantes e os conceitos não “cabiam” mais. A minha proposta de ensinar Física, já há mais de 30 anos, feneceu. Busquei a minha aposentadoria.
Lembro-me também de um convênio de cooperação Brasil/França, que trazia “professores” franceses, mal conhecendo o nosso idioma, sem didática alguma, para ensinar aqui, em troca de serviços às forças armadas do seu país. O curso era de semicondutores, hoje seria de chips, e utilizava apenas tecnologia e material franceses. Grosserias e relações pouco amistosas constituíram-se como o centro da relação.
Quanto ao intercâmbio ser salutar, eu não duvido. No entanto, precisamos ter um guardião zelando pelo que é nosso, sem optar pelo ganho de propinas que não deixarão de ser oferecidas em prol desses invasores e para desgraça do nosso país.

sábado, 6 de novembro de 2010

VIVA A FELICIDADE COM VOCÊ!

A felicidade não é circunstancial em relação a terceiros. Depende primordialmente do nível intelectual do cidadão e de seu poder cognitivo. O conhecimento se constitui como uma série de informações que servirão de base para comparações que elucidarão qualquer dúvida na hora de julgar-se feliz ou não. O raciocínio levará a pessoa a uma análise mais apurada dos dados oriundos de sua vivência.
Para encontrar a felicidade faz-se necessário inicialmente conceituá-la. Uma vida feliz acontece quando a maioria de seus momentos é de felicidade. Estar feliz é continuar lutando pelas mudanças possíveis e desejadas, sem jamais perder o estímulo. É amanhecer com seus objetivos bem definidos para cada dia, dia após dia.
Por outro lado, aceitar o que não se pode mudar é uma diretriz para usufruir da felicidade. Remoer o desgosto com a certeza de que não é possível transgredir o acontecido é buscar ser infeliz. Não há solução para a dor da morte de um ente querido, então temos de acolher esse fato como pertencente a nossa existência e consequentemente absorver essa demanda com a naturalidade do saber que a antecede.
A consciência permanente, buscando, em resumo, mudar o que se pode e aceitar o que não se pode mudar, constitui-se o princípio da felicidade. O homem simples vive feliz porque entende que pouco pode mudar e assim aceita os desígnios de Deus. Com sua fé, completa suas necessidades de conhecimento e cognição, é um afortunado.
O cidadão rico e poderoso vive a descobrir o que pode mudar para tornar o mundo como ele o deseja. Jamais concorda em aceitar o que não pode mudar e, a cada dia, trava uma luta insana, querendo mudar o que não pode. Avassalador, vive lutando para ser o que não será capaz de ser. Isso quando o saber e a cognição lhe faltam.
Quando citamos o saber e a cognição, falamos do poder da introspecção que alude à meditação e ao julgamento, sem paixão, do porquê dos comportamentos humanos e da natureza. É a convicção de ser existente e reprodutor da espécie, sua obra principal, junto com os outros seres vivos. Tão orgulhosos como nós mesmos.
É muito fácil ter a felicidade. Ela não tem quantitativo que se junta para, um dia, obtê-la de forma plena. Já está dentro de nós, veja o homem simples, mas a nossa sede do sempre mais do menor querer expulsa de forma bestial essa dádiva gêmea conosco. Você é feliz, você é a felicidade, desfrute-a.
Não devemos questionar a felicidade, mas sim utilizá-la. Olhe ao seu redor e saiba que você tem algo superior a todos e que todos têm algo superior a você. Descubra a felicidade que está em seu interior. Não é o meio, não é a sociedade, não são os costumes nem mesmo as pessoas que fazem você feliz.
O ambiente renova-se a cada momento, são os caprichos da natureza seguindo seu destino. Os costumes sociais renovam-se toda hora com novas tecnologias, e seus pares estão sempre pensando em si mesmos, relegando você ao segundo plano. São as verdades gritantes.
Felicidade é viver com tudo que lhe sobra, sem buscar de forma absoluta o que sobra em outros e que lhe falta. Falta porque se quer ter, não o que se precisa, o que é natural para os outros. A vaidade de ser completo invade, de quando em vez, a mente das pessoas que não se impõem aos outros nem a si mesmas.
Lutar para se ver o melhor é a mais salutar maneira de expressar a felicidade, ela vem de dentro de cada um de nós. A felicidade não se compra nem se faz, ela é sim a auto-satisfação, simplesmente está presente na mente de todos, é só deixar que ela conviva com você.

domingo, 31 de outubro de 2010

A AUSTERIDADE E O ALINHAMENTO DO COMPORTAMENTO SOCIAL

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo deixou um automóvel bem conservado em uma zona pobre e conflitante de Nova York e outro igual numa zona rica e tranquila da Califórnia. Após uma semana, os pobres destruíram o automóvel, enquanto isso os abastados não tocaram no veículo.
O resultado dessa pesquisa era esperado, pois, pobre não tem nível para resguardar a propriedade alheia, principalmente, se não vigiada... Engano nosso, pois bastou os pesquisadores quebrarem um dos vidros da viatura que ficou na comunidade rica da Califórnia, para que, após uma semana, o carro também ficasse como destroços.
E agora, como imaginar o comportamento social em relação aos eventos citados? Um vidro partido num automóvel abandonado dar uma ideia de deterioração, de desprezo que quebra os códigos de convivência, como de ausência de leis, de normas. A cada novo ataque que a viatura sofre multiplica essa ideia, até que a escalada de atos, cada vez piores, torna-se incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores, James Q. Wilson e George Kelling desenvolveram a “Teoria das Janelas Partidas”, a mesma que, de um ponto de vista criminalístico, conclui ser o delito maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores. O que é coerente com o que ocorreu na pobre zona de NY, pois o descuido dos governantes aponta o desprezo pelo local.
Quando surgiram os metrôs aqui em Recife, conheci a direção maior desse novo meio de transporte que, durante uma conversa, falou da preocupação em manter o comboio sempre impecável, tratando o usuário como cliente, para evitar a depredação do mesmo. Assim cada dano, como um corte no assento, era, durante a noite, consertado, aparecendo dessa forma, no dia seguinte, como novo. Isso evitou maiores despesas na manutenção, pois jamais a violência, teve lugar, em consequência de danos repetitivos.
Como observamos essas colocações no tangível, objetos ou mobiliários, percebemos também que acontecem no imponderável, como na educação de crianças. A princípio, não se é capaz de medir os danos causados ao cérebro de um educando que convive com a impunidade, desordem e os maus tratos. O resultado ocorre na idade adulta, tornando-o delinquente.
Um pensamento a ser adotado é a vigilância incessante em cima do que pode tornar as mentes e os meios físicos decadentes. A solução para esse comportamento social não está em se punir os infratores, mas sim, tornar o conviver social com respeito ao cidadão, por meio do qual cada um cumpra seus deveres. Ninguém ama a decadência, eis o resumo de tudo.
Os governantes, fazendo seu papel na manutenção dos espaços, na execução de suas tarefas relacionadas às três grandes obrigações: saúde, educação e transporte no lado material; e, no aspecto formal, agindo com lisura, dando exemplo cidadão, e cobrando impostos compatíveis com suas realizações e a assistência social que oferecem; obterão sucesso na sua administração.
A prevenção em troca da repressão e a promoção de condições sociais de segurança devem também ser contempladas. A certeza da punição pelo malfeito deve tomar o lugar da impunidade, em qualquer segmento social, inclusive dos representantes do Estado e dos que abusam de autoridade.
Não é repressão absoluta em relação à pessoa que comete o delito, mas sim em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana. Só assim estaremos realmente construindo uma sociedade humana e capaz de responder a sua responsabilidade como constituída de seres inteligentes bastante diferentes dos outros animais.

domingo, 24 de outubro de 2010

DINHEIRO: MOCINHO OU BANDIDO?

O dinheiro é um vale para trocas. Você troca dinheiro por educação, e com educação você se torna um profissional para receber dinheiro em permuta de suas habilidades profissionais. Desenvolvendo as suas atividades no mercado de trabalho, seu ganho é trocado pela alimentação do dia a dia, pela casa própria, pelo automóvel, pelos estudos de especialização e atualização profissional e por uma série de eventos que inclui diversão, ajuda a terceiros e tantos outros bens que tornam a vida mais saudável e alegre.
Quando o dinheiro é pouco, o papel que ele representa é o de entrar como mocinho nas estradas da vida. Sua aplicação em primeiras necessidades torna-o limpo, desejado e responsável. Quando cresce de forma fácil, é bandido. Sua origem pouco divulgada, mas conhecida, passa como água entre os dedos com a mesma facilidade que chegou. Patrocina vícios e comportamentos irregulares, por isso é sujo e indesejável por pessoas de bem.
Quando o dinheiro aumenta no desenvolvimento de uma atividade produtiva, a distribuição de renda é posta. Empregos que geram ganhos diretos e indiretos facultam o desenvolvimento do município, do estado e do país. Uma população economicamente ativa realimenta a produção através de maior consumo que, por sua vez, cria concorrência em benefício dos consumidores. É o ciclo da produção e do consumo que leva à novação de produtos e serviços de conformidade com o desenvolvimento tecnológico e econômico.
Todo afortunado tem atrelado a si uma série de auxiliares que pessoalmente exercem função de apoio e serviços em troca de salários e benevolência aos seus indicados, agregando sempre parentes ao seu benfeitor. Isso aumenta, no tempo, a responsabilidade social, que significa uma inércia econômica que não cala junto a qualquer atitude que não cuide dos agregados. Esse fato tira a liberdade ou independência no comando do negócio que não pode reduzir sua produção para não causar transtornos à comunidade associada.
A multiplicidade de atividades do empresário deixa pouca sobra de tempo para o lazer e a liberdade de ir e vir sem ser incomodado por pessoas que gravitam em seu poder de ganho. A individualidade é devassada, a privacidade é destruída, tornando o viver familiar público. O dinheiro que torna possível a diversidade do conhecimento e do ver de perto outras civilizações, vai mudando o seu viver. Mas essa é a forma de acontecer, distribuindo rendas e fazendo o bem. É participar da sociedade dividindo com ela os benefícios recebidos intelectual e/ou materialmente.
A hipótese de viver como ermitão, simplesmente acumulando dinheiro pela simples vaidade de tê-lo, não leva a lugar algum. É o sovina. Aquele que sempre terá como companhia a solidão. E as vastas experiências que vêm das trocas não existirão para esse. O dinheiro vilão que acumulará através do tempo sempre será bandido. Egoísta e interesseiro envelhecerá sempre escravo de seu dinheiro vilão. Não produz, não agrega benefícios, apenas espera ser comido pelas traças.
Finalmente podemos resumir os comentários a uma colocação bem simples. A intensidade de sua vaidade pode tornar o dinheiro mocinho ou bandido. Quando ele é dirigido para o acúmulo que não produz e simplesmente acontece como cédulas ou números, a ele nenhum valor é agregado. Existindo como papel ou informação bancária, sem significado de troca, sempre será vulnerável.
No entanto, quando é redistribuído através do consumo e emprego, no trabalho de cidadãos, ele é mocinho. Para o bem da verdade, o dinheiro não é mocinho nem bandido, o seu gestor é que o faz tendencioso para o bem ou para o mal de conformidade com o que lhe é agregado em suas trocas.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

É PRECISO ENVOLVER O ALUNO NA DINÂMICA DA SALA DE AULA.

Os métodos modernos de ensino/aprendizagem não podem prescindir das bases imutáveis que contemplam a relação professor/aluno. Mesmo com o uso de laboratórios sofisticados que já trazem consigo, de forma objetiva, as necessidades da aula, não se pode esquecer que o aprenda fazendo continua sendo a melhor forma de construir e sedimentar o novo.
As exposições audiovisuais sempre terão o seu lugar, mostrando de forma mais dinâmica o conhecimento posto, assim como levando, até a sala de aula, filmes e vídeos de manuseios práticos e lugares que estarão por vir habitar, em breve, as respostas práticas dos eventos teóricos estudados. As consultas e pesquisas na internet e web vieram para ficar e jamais podemos abrir mão das mostras ali colocadas, pois nos levam ao conceito globalizado do que buscamos ou pretendemos que faça parte de nossa reserva de conhecimento, para suprir uma indagação futura.
Como desenvolver a mente do aluno para uma atitude científica que contemple a sociedade e não fazer dela uma mera depositária do conhecimento? Eis a questão que tem sido esquecida por nossos mestres, doutores e pelo próprio sistema de avaliação do aprendizado que apenas investiga o conhecimento e não a disseminação e sociabilização do mesmo.
A atitude do professor na sala de aula precisa contemplar não só a motivação que traz o novo, mas também, e principalmente, o diálogo entre o corpo discente e o mestre. Essa troca de atitude que torna o aluno participativo na aula, hoje tão atual nos programas informatizados que a cada dia buscam mais a interatividade, pouco tem acontecido nas bancas escolares.
A repressão a respostas erradas jamais deve acontecer, pois, na verdade, aquela fala pode alertar o próprio professor acerca do seu formato de expor o assunto, que levou seu discípulo ao pouco acolhimento do conceito. Paralelamente essa atitude pouco cortês inibirá seus estudantes para o diálogo vertical tão necessário nos dias de hoje.
Como professor universitário – há mais de 45 anos – lembro-me de quanto mal a censura estabelecida, no período entre 1964 e 1980, causou à relação aluno/professor, que, de certa forma, ainda invade esse espaço. Por isso é que devemos investir muito para trazer de volta o diálogo ao binômio educador/educando.
Os alunos de hoje se constituirão futuros profissionais que devem ser preparados, além de intelectualmente, também socialmente. O dar-se social não esquece o diálogo, que vende não só o profissional como também o objeto de sua profissão. Ensinar seu aluno a desenvolver uma atitude criadora enquanto expõe suas ideias é uma das funções do professor. Para tanto, a busca pela participação de seus discípulos, através de questões orais que desenvolvam a desinibição e a tranquilidade ao responder, constitui-se como uma atitude excelente dos educadores nos dias de hoje.
Dessa forma, o agente do saber deve, a cada momento, coibir a censura dos próprios colegas de sala aos vexames que, por acaso, venham a acontecer com aqueles que de forma altiva pensam em desenvolver a sua atitude junto à comunidade que ali está para aprender. Compor o diálogo, sempre necessário aos que trabalham com educação, deve perseguir os pensamentos dos professores mesmo que as questões pouco digam do momento científico.
Atualmente a escola europeia pensa seriamente em modificar a forma do ensinar, que contempla uma grande distância entre o educador e o educando. A permissão da pergunta do discípulo ao professor já é aceita hoje, pois antes o aluno teria que aguardar os assistentes para esclarecer as suas dúvidas.
Nesse particular, já estamos melhor que alguns países do primeiro mundo

domingo, 3 de outubro de 2010

ELEGENDO O TÍTULLO DE ELEITOR


Tudo pela democracia e por uma eleição livre e fiel! Dessa feita, nestas eleições devemos apresentar dois documentos: o título de eleitor e um documento oficial que tenha retrato do portador! Assim foi anunciado vários dias antes do pleito de 03 de outubro de 2010.
Como não poderia deixar de ser, a caça ao título gerou uma multidão de pessoas que não encontraram seu título de eleitor. Umas já o tinham perdido anos atrás; outras não conseguiram encontrar o documento esquecido por vários anos, durante os quais não era solicitado e a memória o perdera no tempo; e ainda aquelas que quase o tinham desaparecido, de velho, rasgado e desbotado.
Foi uma carreira imensa atrás do “mapa” desaparecido, diversos locais foram abertos com a intenção de refazer o documento perdido, esquecido e destroçado. Surgiram filas intermináveis em busca do direito de votar e reafirmar sua cidadania. Atrasos e faltas foram perdoadas nos empregos, pois o chefe tinha que colaborar com seu funcionário, carente de demonstrar sua lealdade para com a democracia.
Discussões houve nas alas democráticas junto aos que furavam as filas em busca de diminuir o tempo fora de seus afazeres, que jamais deixaram de ser cobrados pelos patrões ou pelo próprio ter que fazer.
No apagar das luzes do prazo estabelecido para a obtenção do novo título de eleitor, surge uma dúvida sobre a obrigatoriedade da apresentação do documento, pois o Supremo Tribunal Federal estaria analisando essa determinação. Quando ainda engrossavam as filas para os eleitores que buscavam a troca de seus títulos velhos, vem a notícia: “Não será mais obrigada a apresentação de dois documentos no dia da votação, apenas a identidade ou qualquer outro documento com o retrato do portador será necessário!”
E agora? Como fica o tempo perdido por nada? E os prejuízos com os gastos para ir e vir, para fazer refeições durante a permanência em filas e na redução do tempo produtor? Afora aqueles outros subjetivos, não mensuráveis, talvez muito mais danosos!
Onde estão os motivos da duplicidade dos documentos necessários à votação, agora esquecidos? Onde estão, enfim, os motivos que provocaram toda essa perda de tempo e dinheiro por algo que simplesmente feneceu antes mesmo de justificar sua própria existência?
Será que as gráficas que emitiram os novos títulos em papel de segurança, os programadores que criaram os softwares, as empresas que venderam as impressoras e computadores, enfim, todo o complexo criado para esse evento eleitoreiro indenizará os prejuízos citados aqui? E quem vai ressarcir o mau emprego dos nossos impostos que pagou o infundado?
É preciso um maior apreço ao bem público e aos cidadãos. É incrível a falta de respeito aos eleitores na época em que os políticos vão precisar de seus votos para manter seus ganhos exagerados! Um povo sem educação dar-se muito pouco valor e pensa que está recebendo favores dos políticos pela oportunidade de votarem e, assim, de estarem “exercendo a sua cidadania!”

domingo, 26 de setembro de 2010

COCRIAR, A DIGNIDADE POSTA

O novo verbete, cocriar, apesar de ainda não constar nos dicionários, já deve fazer parte das atitudes que contemplam o marketing, as estratégicas de vendas e a prestação de serviços. A forma de inovar, muitas vezes, sem consultar os consumidores já não tem mais lugar. Cocriar é reinventar junto ao público o atendimento às necessidades que têm origem nos próprios anseios da comunidade.
Essa atitude simples de ser entendida deve, cada dia mais, fazer parte das conquistas em vendas, pois o atendimento aos anseios da clientela faz prósperos os negócios e inova as relações de consumo. A análise das necessidades do público, que transparecem nas atitudes e no uso diário das oportunidades de compras específicas, faz o industrial, o comerciante ou o prestador de serviços chegarem mais perto de seus clientes.
Quando o mercado oferece ao público um serviço ou customiza um uso desejado pelo tecido social, o investimento em publicidade, campanha para lançamento desse produto, decresce, pois simplesmente estamos informando a chegada do produto tão aguardado. Como consequência o reinvestir das sobras da campanha no próprio negócio enseja uma realimentação ao atendimento maior dos desejos do consumidor.
Cocriar é criar junto com seus clientes o que é almejado por eles. O construir junto, para suprir esse novo, dará a certeza ao produtor de bons negócios e ao comprador a realização do seu querer. As parcerias têm que assumir a multiplicidade dos negócios de uma empresa. Cada segmento de mercado deve estar antenado nos seus consumidores, entendendo suas demandas e, cada vez mais, aperfeiçoando seus serviços.
Quando esse princípio não é levado em conta, é necessário investir muito em publicidade, criando, na maioria das vezes, um consumo forçado ou a necessidade do comprar. Além do maior custo para conquistar seus clientes, não haverá a fidelização dos mesmos que, em pouco tempo, abandonarão o vínculo com a instituição ou não voltarão mais a adquirir os bens ou os serviços que procedem dela.
Não adianta querer crescer com o abuso de publicidade, sem uma pesquisa de mercado que venha a mostrar o direcionamento natural dos quereres da comunidade. E o que é pior, oferecer, muitas vezes, vantagens que só vão ocorrer por pouco tempo ou em determinados segmentos do negócio.
As consequências hoje por não escutar o público comprador levam os usuários dos serviços ou equipamentos oferecidos à pouca satisfação e, como resultado, à contrapropaganda do produto. Dessa forma, um multiplicador em potencial de sua clientela tornar-se-á um crítico causador da evasão de seus consumidores.
Quando você fideliza seus clientes é porque o custo benefício do que você oferece é baixo, e assim é visto por eles, porque você está atendendo as suas perspectivas. Quando essa demanda não é satisfeita, por menor que seja o investimento de seus consumidores, esse parecerá absurdo, pois você está forçando um querer inexistente.
Não adianta vender muito por pouco tempo e deixar de sedimentar a credibilidade que vem do bom conceito consequente da resposta aos anseios do povo. Dessa forma, vamos cocriar de modo a ter a certeza de que estamos trabalhando para servir a um público consumidor que, a cada momento, trará, para perto de nós, um maior número de pessoas desejosas de participar do novo lançamento almejado.
É assim que funcionam as instituições e empresas de hoje, que crescem sem a necessidade de invadir as mentes com propostas avassaladoras que terminam por não dizer por que existem.

domingo, 19 de setembro de 2010

AS CONQUISTAS PERSONALIZAM UM ATENDIMENTO IGUAL

OO crescimento mundial tem ocorrido através dos segmentos de vendas e serviços. Era realmente o esperado para o terceiro milênio que teve início em 2000. A internet, a cada dia, mostra esse advir com criatividade e diversidade em serviços, que são utilizados por todas as sociedades do mundo. Isso torna possível o uso desses espaços para a divulgação de outros eventos que realimentam outros ofícios.
A atividade comum, fora do mundo virtual, para existir com sucesso, carece, no mundo globalizado de hoje com bastantes concorrentes, de certa forma, agir junto à sociedade consumidora. O segredo do acontecer reside na forma como são prestados os serviços, levando-se em conta os resultados e a forma do atendimento pessoal.
A maneira que tem conquistado a fidelidade e expansão da clientela é o atendimento personalizado. O que vem a ser isso? Vamos detalhar com conceito e fundamentos o que vem a
ser esse acolhimento e, através de exemplo, cristalizar esse saber.
Atender de forma personalizada é saber que em todos os setores de sua instituição ou empresa a sua filosofia é bastante entendida por todos, que trabalham para acolher as demandas requeridas pelos clientes ou frequentadores. Isso inclui uma uniformidade no atender, desde a estafe superior até o serviço de cafezinho. A personalização não reside no chegar exclusivo a cada solicitante, mas sim, na maneira igual de agir da comunidade.
Numa IES (Instituição de Ensino Superior), os diretores, as secretárias, os professores, os coordenadores, os serventes e os veteranos devem demonstrar aos iniciantes que a faculdade tem uma forma de existir junto à comunidade. É claro que essa maneira de atuar com a
sociedade é respeitosa e de primeira qualidade. Cada elemento atua com a mesma “personalidade”.
Esse atendimento igual e respeitoso tenta, em cada momento, adequar-se ao cliente da forma mais próxima possível de seus interesses, sem prejudicar os objetivos mútuos. A Faculdade ESUDA, por exemplo, adota o Currículo Inteligente, que vem a ser uma forma de execução curricular que respeita o percurso acadêmico do aluno transferido, a ponto de aproveitar todas as disciplinas ou componentes curriculares trazidos da escola anterior.
A ESUDA, diferente das universidades e das IES que, de um modo geral, rechaçam os créditos
obtidos em outras escolas, alegando não satisfazerem a seu currículo, adota a filosofia que segue. Ora, se uma dada disciplina faz parte de um currículo, por exemplo, de administração, porque, então, não pode pertencer ou agregar-se ao currículo de outra escola se os dois diplomas terão a mesma validade? É uma questão de sensatez.
Vemos, dessa forma, um atendimento diferenciado, no entanto o mérito do acontecer do serviço está na harmonia do atendimento que, de forma “uníssona”, faz o cliente sentir-se como parte do meio ora explorado. O oferecer, com especificidade, de um serviço diferenciado, envolvendo o solicitante em uma atmosfera de lealdade e parceria, torna esse contado envolto com o mistério da fidelidade, que só acontece quando assim é posto.
A soberba de sempre desejar mais e mais de seus clientes, querendo levar vantagem em tudo, reafirma a sociedade perversa e detestável, por aqueles que sintonizam o bem de um povo cada vez mais esclarecido e que desejam uma sociedade mais justa e igualitária para seus filhos. A conquista do sucesso sempre passará pela conquista de uma posição de vanguarda que inclui a credibilidade pertencente àqueles que semeiam o acolhimento verdadeiro.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A IMPOTÊNCIA DAS DESCOBERTAS DOS MOTIVOS DA EJACULAÇÃO PRECOCE

Fala-se muito da impotência masculina e justifica-se esse evento alegando motivos psicológicos ligados a preocupações e, não raras vezes, a distúrbios hormonais; como também, reportam-se a causas provenientes da ocorrência de doenças como a diabetes e das consequências pelo uso de remédios que potencializam esses resultados.
Principalmente na idade mais avançada, quando as dosagens de hormônios já não mais garantem o desempenho sexual da juventude, esse fenômeno é aguçado e, em consequência, o sofrimento cresce realimentando a baixa libido que é acompanhada por uma ejaculação precoce.
As pesquisas têm demonstrado que poucas são as influências somáticas no mau desempenho sexual, pois pessoas com doenças e consumidoras de medicação semelhantes têm comportamentos distintos. Vamos, então, buscar os motivos psicológicos que causariam esses resultados.
A ejaculação precoce é a forma de chegar ao orgasmo, sexualmente, por se temer a impotência sexual ou a rejeição da parceira. Muitas vezes, a relação sexual não é, no momento, acolhida pela companheira, mas por uma questão de atender ao parceiro ela cede à sua expectativa. No entanto, seu companheiro, em maior sensibilidade, sente-se constrangido e, como resultado, supõe que a melhor forma de sair dessa situação é chegar ao orgasmo rapidamente.
Assim sendo, aguardar o momento certo para relacionar-se com sua mulher é a melhor solução para evitar a ejaculação precoce. A partir daí, estabelecer períodos e horários confortáveis para o casal evitará o surto desse mal que é interpretado pela mulher como sendo egoísmo do homem que não quer dar oportunidade a um orgasmo contíguo.
Sendo a libido feminina de menor intensidade, pelas próprias dosagens de testosterona, hormônio responsável pela pulsão sexual, é natural o querer sexo com menor frequência da mulher que do homem. Quando assim comentamos, estamos estabelecendo a relação de duas pessoas regulares, isto é, cuja sexualidade pertence à grande maioria das pessoas, e não das exceções, nas quais a libido da mulher ou do homem assume intensidade que difere da comum.
Não obstante, o homem pensa que o comportamento sexual da mulher é semelhante ao seu, na verdade, são bastante diferentes. O dom da maternidade põe na mulher uma sexualidade com parcimônia, enquanto que no homem, como inoculador, há um comportamento fugaz. Por outro lado, a mulher demonstra uma avidez sexual sem fim para justificar suas omissões – que deseja parecerem eventuais.
Já a impotência sexual, quando não causada por medicamentos ou doenças na idade jovem, guarda seus motivos psicológicos, na maioria das vezes, por autodesvalorização.
Isso tem causado insucesso em encontros amistosos com mulher muito desejada e de perfil ambicionado pela maioria dos homens. Muitas vezes, a impotência pode acontecer entre casais regulares, quando o homem se sente inferiorizado ou já não cultua o amor em casa. No caso de sentir-se inferiorizado, o motivo mais comum é a superioridade da mulher em se tratando da beleza física, situação financeira ou desenvoltura intelectual em relação ao homem.
Nesse caso, a aceitação da realidade posta e a busca pela melhora de seu desempenho nas características em que se sente inferior, melhorarão suas penas. Lembrar que outros dons maravilhosos estão guardados em si e precisam ser valorizados, também ajudará a uma maior valorização de si mesmo.
De toda forma, só a melhor compreensão e o respeito à sexualidade do homem e da mulher é que tornarão a convivência sexual mais harmoniosa e efetiva na mente dos homens e das mulheres. Dessa forma, a leitura de trabalhos objetivos e não fantasiosos que ponha às claras a forma de ser da sexualidade dos humanos trará um melhor entendimento das ações capazes de produzirem o grande destino dos seres vivos: manter a espécie sem comprometimentos psicológicos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A IMPORTAÇÃO DOS SABERES DE FORMA INCONSEQUENTE

A grande maioria das pessoas entende que a globalização é uma necessidade premente nos dias de hoje. Estar antenado com o que acontece no mundo e partilhar das novas demandas são atitudes que sempre acompanharam o pensamento da sociedade moderna, independentemente de sua cultura. É a vaidade de concorrer com o que está na crista da onda no mundo inteiro, que causa essa necessidade do descobrir para cobiçar as coisas alheias.
Acontece, no entanto, que os episódios, em cada região do planeta, guardam certas características próprias da evolução ou ocorrência social do lugar. Quando se trata de descobertas ou acontecimentos científicos é de bom alvitre o saber distribuído por toda a humanidade. No entanto, importar o “modus vivendus” de um povo já necessita de uma justificativa maior.
Por exemplo, para aceitar um casamento homossexual é necessário que o povo entenda as diferenças entre as pessoas e já tenha construído em seu cérebro esse entendimento. Caso isso não tenha ocorrido, ainda, simplesmente o fato se torna chocante e, a partir daí, surge uma série de comentários desabonadores e desastrados. O casamento, na concepção atual, de determinados países, é um pacto de convivência e não de entrega sexual ou constituição de família, se não dois idosos não poderiam se casar.
Importar objetos ou ações incompatíveis com o clima e/ou os costumes do lugar causará prejuízos ou desconforto a médio ou longo prazo. Espelhar-se na internet para agir com seus pares de forma igual, no mínimo, é não ter consciência de suas reais relações. Enfim, colher da web, a qualquer título, novidades sem a prévia censura é inchar, e não, crescer.
O livro cobiçado desperta o construir em cada página, que amadurece o leitor para cada nova idéia. No final, há um crescimento real do leitor que pode acompanhar cada dizer de seu companheiro insólito. Já o conhecer virtual toma você de surpresa e transfere, como num “download”, uma informação que pouco é absorvida e que, simplesmente, acumula-se a tantas outras que não disseram para que vieram.
Hoje, no Brasil, muitos grupos estrangeiros têm comprado universidades e IES (Instituições de Ensino Superior) brasileiras ou se tornado sócios majoritários delas. E o Governo tem tido interesse nessas compras e fusões dessas casas de ensino superior.
Primeiro, porque os investimentos vultosos tornam essas faculdades bastante aparelhadas em equipamentos e instalações. Segundo, porque é uma forma de eximir o Estado da concessão de programas inclusivos e cessão de incentivos fiscais e imunidades tributárias.
Por outro lado, as pequenas escolas são aviltadas com a concorrência dos grandes grupos que têm a capacidade de atender às demandas do Ministério de Educação, cada vez maiores, como se todas as cidades brasileiras tivessem a mesma cultura e o mesmo poder aquisitivo. Os grandes grupos não estão interessados na educação de comunidades menores nem mais carentes.
As consequências, pouco analisadas, dessas importações culturais serão terríveis. A adoção de metodologia e busca por resultados fora da realidade brasileira deixará lacunas intransponíveis. As criações do novo, compatíveis com as necessidades nacionais, serão rechaçadas em prol das necessidades mundiais, e ainda mais, dos países ricos.
Eis o grave problema da importação dos saberes de forma inconsequente. Infelizmente pouco se tem atentado para isso e o que vemos para os próximos 10 anos é a educação de um país, de dimensões continentais, na mão de apenas 16 grandes grupos, como anteveem as análises das pesquisas atuais nesse sentido.

domingo, 29 de agosto de 2010

A CRUELDADE DE UMA SOCIEDADE PERVERSA


Antigamente as características inatas eram atribuídas à herança dos pais, hoje já se sabe que as pessoas são capazes de mudar seu caráter genético através dos costumes durante suas vidas. Isso significa que, de conformidade com o comportamento social atual, a descendência terá atitudes bastante próximas das de seus antecessores.
Assim, seremos responsáveis não só pelo desenvolvimento das comunidades atuais, mas também das futuras, geração após geração. Os bens de hoje serão, cada vez mais, aperfeiçoados e os males vivenciados agora serão também exacerbados. Enfim, todo o futuro será decorrente do presente.
Isso posto, devemos estar sempre atentos às tendências da sociedade para interagir sempre com o meio social, tentando direcioná-lo para o bem atual que, com certeza, levará consequências do hoje para o amanhã. A propósito disso, temos observado que a sociedade terrena, com raras exceções, tem se comportado, a cada dia, de forma cada vez mais perversa.
Lembramos as agressões e os assassinatos desferidos por estudantes universitários que tiveram como vítimas seus colegas e, não poucas vezes, seus próprios pais. E ainda, os acidentes que acontecem por falta de zelo à coisa pública que têm prejudicado a nossa sociedade. Todo ato inconsequente é cruel.
O que está tornando a sociedade tão perversa? Temos assistido a diversos programas de televisão onde a agressividade sempre tem lugar. Verdadeiras lutas corporais entre mulheres e entre homens têm ocupado lugar comum nas novelas e nos filmes. É o público que exige, é o público que dá Ibope.
Essas agressões no dia a dia não são um resultado alimentado simplesmente por esses espetáculos. A insurreição contra os descasos dos comandantes ou responsáveis pela educação não formal (estado e pais) faz explodir a barbárie nas relações humanas, como o dizer: “isso eu posso!”
Não se imagina o resultado cruel que procede dos péssimos exemplos dados pelas Instituições que têm credibilidade maior. Quando se alcança o direito de ter o respeito e a crença do povo, a responsabilidade aumenta, pois seus atos serão seguidos como a vontade de se estar perto do “líder”.
Por outro lado, o êxodo familiar, hoje tão comum na grande maioria dos países, leva os educandos à crise do abandono, pois os humanos, como os demais seres vivos, não abrem mão do acolhimento de seus pares. Esses se constituem os dois grandes motivos da perversidade. Como minorar esse estado de coisas?
Primeiro, elegendo-se políticos mais conscientes de seu papel nas Instituições Estatais e sabedores da responsabilidade social que terão quando ocuparem cargos de liderança. Difícil é congregar um número suficiente de políticos com bons predicados.
Segundo, lembrando aos pais, que hoje têm de buscar o emprego, que a solução do impasse trabalhar ou educar os filhos tem solução natural com o diálogo familiar. Mostrar que as exigências do jovem de hoje não podem ser atendidas com apenas o pai trabalhando.
Dessa forma, imaginar a mãe em busca de trabalho pelo simples desejo de estar fora do lar e provar que pode tanto quanto o homem, perde lugar. Os filhos devem se conscientizar de que as necessidades de consumo de hoje exigem maior ganho para permitir a compra de computador, celular, iPod, automóvel e tantos outros aprestos de hoje.
A luta por uma mudança capaz de melhorar o perfil das próximas gerações tem que existir. Vamos tentar fazer um Brasil mais humano e “mais responsável”, pois, só assim, estaremos contemplando os nossos netos com uma vida melhor. Nem sempre, as heranças que consideram o poder econômico serão capazes de fazer melhor viverem os nossos descendentes.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

QUANDO OS MÉTODOS MODERNOS DE APRENDIZADO FALHAM

São um encanto para a mente as novas conquistas nas áreas tecnológica e pedagógica, que vêm trazer para o desenvolvimento cerebral uma oportunidade de enriquecimento intelectual de forma rápida e universal. Rápida pela metodologia utilizada e universal pela globalização que ocorre nos dias de hoje.
A necessidade de mostrar, de forma integral, o desenvolvimento de um dado conceito faz com que os professores de hoje apontem vários livros-texto como guias para os alunos iniciantes em um dado conhecimento. À primeira vista, essa forma de iniciação científica parece plausível na atualidade. No entanto, vamos analisar as interações demandadas em seus diversos aspectos.
Inicialmente o apontar de uma bibliografia rica, sem um livro-texto único, orientador do estudo de uma dada matéria, suscita o aluno a não adquirir algum livro. Os diversos sugeridos acusam um investimento difícil de ser cumprido, pois nenhum foi eleito como o melhor. Assim sendo, os estudantes passam a consultar vários autores sem saber os assuntos nos quais eles são mais especializados.
A insegurança natural do novo levará o aprendiz a não formatar o assunto com todas as suas nuances, e mais, com algumas confusões advindas da forma de escrever dos diversos redatores. Assim, é melhor partir para a adoção de um único livro-texto, ensiná-lo e tirar as dúvidas das exposições pouco apuradas.
Tecer comentários sobre os assuntos pouco explorados no livro e, durante esse caminho, levar o aluno a pesquisar em outros compêndios, como também na internet, darão não só segurança no saber, mas também a oportunidade ao educando de ir formando a sua biblioteca, pois um livro dá para comprar.
As aulas teóricas, sem a devida alusão à aplicação prática do conhecimento, tão comuns nas exposições de mestres e doutores, poderão desmotivar o discente àquele conhecimento. Por outro lado, o pragmatismo excessivo, sem cuidar das bases teóricas acerca do assunto, não permitirá a construção prática do conhecimento quando acontecerem as excepcionalidades.
Dessa forma, surge a necessidade do equilíbrio entre a teoria e a prática tão pouco comum nos dias atuais. O imediatismo exigido pelos jovens de hoje, que leva o estudar apenas para a obtenção do diploma, suscita um repensar sobre os métodos de ensino modernos.
Cursos superiores, cada vez mais encurtados no tempo de integralização, não possibilitam a maturação do conhecimento na mente do aluno. A multiplicidade da maneira de informar ao educando, por meio de métodos que incluem formação presencial e a distância, simultâneas, leva também o aprendiz à insegurança do saber.
Educar é cuidar dos diversos aspectos que interessam ao Governo, aos professores e educandos. Não adianta o querer de uma das partes sem contemplar as outras duas. O rápido sucesso aparente, no futuro, levará todo o investimento de agora para o ralo.
Construir mentes produtoras não é um processo nem agrícola nem industrial. O capital intelectual tem de ser entendido como uma das formas mais rentáveis no investir de hoje. O que mais rende exige, por outro lado, cuidados em todo o processo da aplicação. O Japão, por exemplo, levou vinte longos anos para desenvolver uma reforma educacional.
Ela deu certo porque fechou o ciclo. Os mestres da atualidade foram antigos discípulos dos métodos ainda adotados. A educação não ressurge, ela acontece com a continuidade dos investimentos que não devem calar, mas sim, respeitar o desenvolvimento mental e social do povo. Só assim chegaremos à verdadeira democracia do saber, por meio da qual cada um cuida do todo em prol do desenvolvimento intelectual de um povo que clama pelo respeito às suas necessidades de acontecer de forma vitoriosa.
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domingo, 22 de agosto de 2010

A DEMÊNCIA, O NOVO E A ESCOLARIDADE

Muitas vezes, surpreendemo-nos quão rápido passa o tempo quando avançamos em nossas vidas. Um ano, que tanto demorava na adolescência, agora passa rapidamente e, de novo, chegamos ao Natal. Estudos feitos têm demonstrado que o nosso cérebro deleta, ou apaga, acontecimentos que se repetem durante a nossa existência.
Analisemos um pouco o funcionamento da nossa cabeça. Todos os nossos sentidos são simplesmente pontes entre o objeto percebido e o nosso cérebro. Quando ouvimos um som, nosso cérebro decodifica a informação recebida, completando os harmônicos, para torná-lo agradável, dando-nos a sensação do ouvir.
O mesmo acontece com a nossa visão, por isso que, tantas vezes, enganamo-nos na definição do que vemos distante. Nossa cabeça possui um arquivo com tudo o que vemos, de forma seletiva, então, no momento do igual, simplesmente antes da sensação do final do evento, ela já nos informa o fato. Assim, na verdade, nosso cérebro se antecipa nos dizendo as atitudes a serem tomadas em cada momento de nossas vidas.
A comparação de um dado acontecimento de agora com algum do passado é que define nossa próxima tomada de decisão. É esse trabalho de construir sempre o novo que faz com que o nosso cérebro esteja sempre em atividade, evitando, dessa forma, uma demência que hoje já atinge 35 milhões de pessoas ao redor do mundo. As vivências passadas já estão acumuladas nos “arquivos” de forma única, sendo assim, as repetições nos levam à elisão do tempo e “preguiça mental”, pois o não acúmulo de novidades nos faz crer que o tempo passou rapidamente.
Pesquisas recentes, no Reino Unido e na Finlândia, concluíram que a escolaridade é um dos fatores que tem tornado lúcidos os seres humanos. As estatísticas trazem resultados indicando que o mal de Alzheimer acontece com mais frequência em pessoas com pouca escolaridade e que, no decorrer da vida, não mantêm as células nervosas de sua cabeça em atividade.
Não está definido, ainda, se o melhor preparo intelectual ajuda o portador da demência a superar a doença ou se é a atividade cerebral que coíbe esse acontecimento desastroso.
Experimentar sempre o novo e fazer cursos, de pós e outros, diversos de seus conhecimentos anteriores, têm levado o homem a ter uma mente sadia e forte. O viajar por lugares nunca vistos e as experiências inolvidáveis devem ser renovados sempre, com o intuito de manter a cabeça construindo. Dessa forma, a mente sempre estará em atividade.
O estudar, em nossos dias, não se propõe apenas como uma necessidade de sobrevivência física, mas também do encontro com nós mesmos, cultivando o nosso existir de forma sadia física e mentalmente. A tônica agora não é mais obter um diploma de curso superior, mas sim e, principalmente, manter acesa a nossa mente, procurando construir sempre em cima das informações recebidas nos bancos da escola.
Obter uma formação universitária, apenas informativa, não levará o estudante a lugar algum. É preciso que o professor treine a mente de seus alunos na construção do conhecimento. Para tanto, faz-se necessário o conhecimento sobre o assunto, mas e, sobretudo, a experiência dos anos a fio, construindo o saber junto a seus discípulos.
O envelhecer sem o novo tornará o tempo encurtado, pois o cotidiano será apagado de nosso cérebro sem renovação. A falta do uso da magia que possuímos ao pensar adormecerá o poder da inteligência que nos distingue de outros seres vivos e dará lugar à demência que aflora na mente daqueles que se entregam à angústia de não mais enriquecer a humanidade com suas novas ideias.

sábado, 14 de agosto de 2010

BULINDO COM O GRANDE ENCANTO DO SABER


Antigamente a responsabilidade da escola era cuidar da educação em seus vários aspectos. Ninguém falava de cidadania nem de ecologia. No entanto, a educação era formal desde o abc da vida acadêmica até os princípios de cidadania que incluíam o comportamento social e o respeito à mãe natureza. Tudo isso sem qualquer favor.
Havia o respeito aos colegas e a ajuda mútua em suas necessidades. Lembro que a união entre os estudantes era tão grande que os casos de indisciplina, quando eram punidos de forma mais severa, os colegas iam a favor do prejudicado. Existia o coleguismo ou a defesa da classe. “Um por todos e todos por um”.
Infelizmente as atividades profissionais dos pais têm levado o êxodo familiar a uma série de consequências danosas. A super proteção aos filhos, como justificativa de suas ausências, tem construído educandos cheios de direitos e insólitos no que se refere ao comportamento cidadão.
São os maiorais porque os pais sempre os apoiarão em suas demandas, por mais esdrúxulas que sejam. Isso os torna violentos quando enfrentam os mais fracos, em físico ou personalidade, nos encontros diários.
Particularmente, na escola, sempre estão dispostos a acuar os mais tímidos até encontrarem um mais forte que, também para aparecer, aplica-lhes a mesma moeda. Os professores e chefes de disciplina não se sentem seguros na aplicação de castigos, pois, receiam revides dos pais ou mesmo dos diretores da escola.
A ingerência de pessoas que ficam ao largo da educação direta e, simplesmente, dão palpites querendo aparecer como educadores, tem levado, a cada dia, o destino da formação cidadã para o ralo. Afora isso, os comandantes da educação escolar são desmoralizados por juízes que ingerem na difícil tarefa do educador, tratando as demandas jurídicas dos estudantes como se os fatos ocorressem na sociedade, fora da escola.
O respeito ao cidadão começa desde a menor idade. É assim que se forma uma mente que desejará sempre incluir. As diferenças que tornam o mundo colorido sempre existirão. Essas pessoas que aparentemente são diferentes trazem em si, na maioria das vezes, um pensar igual, no entanto com novas referências que produzirão o sucesso do novo .
Ajudar aos mestres sempre foi e será um dos papéis dos pais. A bela missão de formar uma mente criadora e respeitosa só terá sucesso se trabalhada em conjunto. Que se lapidem as diferenças do educar longe dos olhos e ouvidos do educando, pois dessa maneira o respeito sempre estará presente.
Vamos sempre censurar a divulgação de fatos isolados que ocorrem em determinados lugares e em certas ocasiões, porque, dessa forma, estaremos coibindo a imitação fácil daquilo que não se deve fazer. A imprensa, muitas vezes, detesta a censura como forma de coagir a liberdade da informação.
Concordo com ela. No entanto, a divulgação de comportamentos vândalos pode ensejar a apologia ao mal que consome os dias atuais. Nesse caso, não concordo com essas publicações. É preciso não ver apenas a divulgação dos fatos, mas debruçar-se neles para avaliar as suas consequências nas orelhas da diversidade dos humanos.
A inclusão social é um todo que não se parte. O respeito à sabedoria, à “burrice”, ao belo, ao feio, ao certo, ao torpe, sempre ensejará a novidade que, certamente, trará novos horizontes para a humanidade. Hoje se sabe que o acontecer diverso leva o cérebro à velhice sadia, tão almejada.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O VALOR DE NOSSA VAIDADE


Até quando seremos dominados pela mídia? Recebi esta questão a semana passada quando a filha de um amigo pediu para o pai comprar um vestido exigindo a marca ou etiqueta. A diferença de preço em relação a uma roupa similar era de mais de três vezes! O pai indignado, enquanto relutava para fazer a compra, encontra-se comigo e faz o comentário que resultou neste artigo.
Como funciona o nosso cérebro nesses casos? Por que gostamos do que a mídia nos sugere? Dizem que uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade. Será que a propaganda muda a nossa noção de qualidade? Não. Nosso cérebro vive em busca de nos dar prazer e a vaidade, intrínseca ao ser humano, quando satisfeita, é uma grande fonte de prazer.
São três os “sentimentos” mais fortes do ser humano. Um deles, a inteligência, é o grande mediador e explorador dos outros dois: o sexo e a vaidade. Assim, o sexo, ou melhor, a sexualidade, é bastante utilizada nas diversas mídias como forma de chamar a atenção das pessoas. Como esse expediente nem sempre é compatível com o produto, o apelo mais comum e usual torna-se a vaidade.
A vaidade é uma porta aberta a toda exploração de terceiros. Costumo dizer que devemos ter a vaidade de saber utilizar a dos outros em proveito próprio. Ou seja, jamais devemos nos empolgar com elogios a nossa pessoa ou aos nossos desejos, pois outros poderão se aproveitar disso. Quem sabe utilizar a vaidade das pessoas como forma de abrir portas aos seus intentos é bem consciente desse “sentimento” animal.
Os meios de comunicação gozam, em sua grande maioria, de credibilidade junto ao seu público. Só isso seria o bastante para manipular os quereres de seus leitores e seguidores. Essa credibilidade é consequência da confiança nos seus editores e produtores que sempre criam programas que chegam junto aos seus admiradores, atendendo aos seus anseios.
Dessa forma, o mercado torna-se o porta-voz do povo e nos diz o que podemos ter, sentir, vestir, beber, comer ou ser. A vaidade conduz, assim, a sociedade a adotar os costumes e as vogas de cada momento. As marcas e grifes produzidas pela mídia tornam os produtos de preços altos com um único valor agregado: a moda. E como a voz do povo é a voz de Deus, o custo/benefício é satisfeito para os usuários.
Infelizmente, as pessoas pouco se tocam acerca de seu papel social. Mesmo os mais esclarecidos cedem diante da manipulação que os poderosos e detentores de capital impingem à sociedade. Dessa maneira, as etiquetas são altamente valorizadas e isso torna o consumo bastante próximo à insensatez. Quantos lutam pela prestação de serviços exemplares ou fabricam utilidades de forma bastante especial e não conseguem se afirmar no mercado?
É a concorrência desleal que torna proibitivo o uso da mídia com sucesso. Os valores agregados, que tornam mais eficientes os produtos, são, muitas vezes, pouco percebidos pelos consumidores, porque similares são divulgados de forma ostensiva, neutralizando o diferencial dos bons artigos. O resultado é a falência dos empresários de bons produtos que terminam por vender suas ideias aos maus concorrentes.
Podemos concluir que os nossos sentimentos e a nossa apreciação dos valores verdadeiros estão sendo, a cada dia, manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder. É preciso que se valorizem os produtos e serviços levando em conta os valores reais e não aqueles impostos por métodos que só querem vender, e não transferir valor a quem está confiando em seus produtos.
“As grifes vestem bem”, “tal escola é mais conhecida”, “essa marca é a que mais vende” são frases fabricadas pela mídia que vem apenas para impor o querer de grupos, muitas vezes estrangeiros, que simplesmente querem explorar um povo que acredita na honestidade de seus compatriotas.

Ensino privado no Brasil: um cenário para o futuro.


As instituições de ensino superior privadas representam, hoje, mais de 70% das vagas disponíveis no ensino superior no Brasil. É o que apontam dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais - Anísio Teixeira (INEP). São ofertadas mais de dois milhões de oportunidades de ingresso em redes particulares, contra 900 mil nas estatais, que representam 30%. No total, são disponibilizadas quatro milhões de vagas. Ou seja, a maior parte da oferta continua nas instituições particulares. Dos alunos que entram no ensino superior, 70% optam por faculdades particulares e 30%vão para as públicas_ dados arredondados.
A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social, fazendo com que muitas famílias invistam, cada vez mais, nesse setor. O avanço científico dos últimos anos tem apresentado um novo cenário, principalmente, para a educação universitária brasileira, que deve preparar o aluno para ser um empreendedor e não mais para disputar, simplesmente, uma vaga no mercado de trabalho.
Essa realidade, aliada ao desprestígio das instituições de ensino públicas brasileiras, causada principalmente pela falta de investimentos por parte do Governo, tem feito com que a procura por instituições privadas aumente, alimentando um mercado que cresce vertiginosamente.
Funcionando em horário e local adequados ao seu público e respeitando a exiguidade do tempo dos estudantes de nível superior, a escola de administração privada absorve a maioria do alunado brasileiro, principalmente, por oferecer exercício regular, sem greves, sem falta de professores e com atenção, dedicação e respeito ao discente. Enquanto a escola particular define sua prestação de serviços educacionais, pensando em seu público; as escolas estatais funcionam conforme suas necessidades e nem sempre buscam atender aos interesses do seu público.
Com o aumento da procura, a tendência é que o mercado fique ainda mais concentrado. De acordo com indicadores analisados pela Revista Ensino Superior, a expectativa é de que os grupos educacionais que hoje detêm mais de 30% do mercado da educação privada passem a controlar 50% da oferta até 2012.
Esses grupos econômicos poderosos têm assumido a manutenção de escolas sem visar à prioridade da educação verdadeira. O contingente de escolas que educam mais de 70% dos universitários, a cada dia, tem se restringido a casas de ensino que visam muito mais à profissionalização do ensino do que às descobertas da difícil tarefa do professor de passar o conhecimento aos seus discípulos, tendo em vista a melhor formação acadêmica que trará, em futuro próximo, o desenvolvimento maior para o Brasil e o mundo.

domingo, 25 de julho de 2010

QUANDO A RIQUEZA É DETESTADA


Temos ouvido falar sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México de forma apavorante. Todos lutam agora para fechar a abertura que jorra petróleo de forma incontrolável, já há três meses, sem se conseguir solução, o que vem causando danos terríveis às redondezas do lugar. Fala-se, inclusive, da possibilidade de evacuar o estado da Flórida onde se situam Orlando e Miami.
O causador desse fato foi a abertura de um poço de petróleo na região do pré-sal em uma profundidade aproximada de 1.600m. As sondas penetram cerca de 8.000m abaixo do solo do oceano onde a pressão alcança índices alarmantes de aproximadamente 50.000 libras/polegada que faz jorrar petróleo com vazão de 90.000 barris por dia.
Essa abertura, à quase 10 km da superfície da água, começou a vazar em torno das sondas e está se tornando impossível remediar o problema. O que fazer agora? Caso não sofra solução de continuidade, o desastre para as regiões próximas, já inevitável, poderá atingir outras regiões do planeta através das correntes marinhas.
Os técnicos esperam uma solução natural através de conjecturas pouco seguras, demonstrando claramente que não era esperado o acontecimento danoso. Um desastre dessa monta é divulgado de forma tímida, mas é divulgado. Imaginem quantos pequenos eventos maléficos são provocados pelo homem sem divulgação?
Infelizmente o poder econômico junto com a ganância e a vaidade humana, que não têm fim, irão sempre causar transtornos aos habitantes de nosso planeta. Onde estão os salvadores da Terra que permitem essas sondagens especulativas que transcendem o conhecimento dos homens? A estúpida pressão, 8 km abaixo do solo marinho, seria esperada, pois uma contenção dessa espessura não seria à toa.
O que se há de comentar ainda é a pouca necessidade, atualmente, de petróleo. Cosméticos, tintas, combustíveis, etc., já podem ser adquiridos por meio de outras fontes que não sejam fósseis. Fala-se hoje em engenhocas que funcionariam com magnetismo, sem necessidade de abastecimento energético. Isso é pouco provável, devem estar sofismando com o princípio da conservação de energia.
Pouco se tem falado do progresso nas tentativas de fechar o vazamento do poço. Os EUA não querem divulgar nada enquanto não houver progresso nesse intento. Como sabemos o Estado americano prima em defender as empresas privadas e não quer imputar culpas para não desgastar seu governo e os princípios que campeiam o respeito à cidadania.
Sendo assim, ficamos sem notícias de como vão os trabalhos de obturação da fenda provocadora do desastre ecológico. Escrevemos esses comentários durante o vazio noticioso de alguns dias. Esperamos que esteja próximo o final dessa epopeia que, se durar mais de dezoito meses, poderá tornar a vida insuportável em muitas regiões do planeta.
Os gases oriundos da evaporação, a partir do petróleo em suspensão, tornarão o ar impregnado de substâncias tóxicas que causará grande mal ao homem e, provavelmente, aos seus descendentes por vários anos. Hoje se sabe que alteramos nossos genes durante as nossas vidas e a intoxicação certamente trará terríveis adulterações genéticas.
As últimas notícias, após um hiato de 10 dias, começam a mostrar uma luz no fim do túnel. Informam nos noticiários que “estão conseguindo conter esse jorro de petróleo sem controle”. Pelo visto a própria natureza deve estar acudindo a essa demanda, e, como sempre, o homem aparece como salvador das intempéries que ocorrem, quando vitorioso, como se ele não fosse o causador do acontecido.
O Brasil já está matando e morrendo pelo pré-sal do sudeste. Oxalá que o conhecimento humano já tenha atingido o nível suficiente quando da exploração desse minério. Isso evitará outra hecatombe mundial como poderia ter sido essa comentada. Esperamos que antes da publicação deste texto o problema do Golfo do México já esteja solucionado.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A HIPOCRISIA SOCIAL

Recebi, no início de julho, um e-mail que comentava sobre o absurdo da cultura chinesa que dispõe, nos supermercados, entre os gêneros alimentícios, de corpos de bebês ou fetos mortos em conserva como se fossem palmito, aspargo, etc. Nesse e-mail são feitas ilustrações dessas “iguarias”, inclusive sendo degustadas.
Custa em torno de U$60.00, cada unidade, em hospitais ou supermercados que atendem a grande demanda para fazer churrascos. A finalidade da mensagem é convocar a humanidade para uma insurreição contra esse costume Chinês. A China sofreu muita fome com a reprodução humana desenfreada nos tempos idos. Não existia alimento para a crescente multiplicação da espécie.
Na Indonésia e Ásia oriental, é costume comer também espécies peçonhentas como escorpião, baratas, aranhas, etc. Para um povo que passa fome, alimentar-se de bebês mortos, não assassinados, fique bem claro, não é nada demais. A cultura de um povo assusta outros povos que não possuíram a mesma evolução no tempo. Não vamos jamais aceitar esse costume Chinês.
A nossa cultura abomina essa atitude chinesa e tenho certeza de que jamais seremos invadidos por essas conservas importadas. O fato é tão sério que a reação das pessoas é repugnar esse alimento pouco comum. Na verdade, deve-se repugnar algo sujo que cause nojo, não o diferente e limpo como é o caso do bebê. Apenas para mostrar que o choque cultural torna torpe o pensamento.

Por outro lado, é sabido que, na África, cerca de 20 países estão na maior miséria. Crianças, adolescentes e adultos morrem de fome. Etiópia, Guiné-Bissau, Bangladesh, Senegal sofrem o horror da fome, só para citar alguns países. Que faz o mundo por isso?
Sabe-se que sete por cento do PIB dos países ricos seriam suficientes para banir a miséria no planeta. Quem está divulgando e conclamando a humanidade a expurgar a fome do nosso mundo? Ninguém. Enviem e-mails para toda a humanidade exigindo essa atitude! Tenho certeza de que campanhas sérias com esse objetivo seriam vitoriosas.
Talvez isso não seja interessante para os países ricos, que exploram o continente africano, rico em minérios e espécies que facilmente são negociados, devido à necessidade e ignorância do povo. Porém, outros povos, talvez não tão ricos, atendam a apelos desse tipo. Pesquisem, na internet, o flagelo dos povos que vivem nesses países, miseravelmente. Vejam as fotos e realmente se toquem de quão cruel tem sido a humanidade para com seus semelhantes.
A necessidade alimentar é tão grande que crianças disputam território com os urubus. Alguém fotografou essa disputa e deu legenda como se o urubu estivesse no aguardo da morte da criança para se alimentar. Lembramos que essa ave alimenta-se de carniça, assim, alguém faminto, mesmo que esteja para morrer, jamais atrairia um urubu.
Mães com esqueletos vivos no colo representam muito bem o que seja uma repugnância para a humanidade. Alimentar-se de fetos ou bebês mortos naturalmente é um escândalo muito pequeno quando comparado com os brados de crianças que querem viver e não lhes dão oportunidade.

O desenvolvimento da humanidade veio da união de cérebros cooperativos que conseguiram desenvolver grandes projetos. Quantas ideias não têm sido perdidas com a morte desses nossos irmãos? Alimentando e educando a humanidade de forma indistinta estaremos alimentando o celeiro de atividades que trazem o bem para todos nós.
Basta de hipocrisia, vamos cuidar daqueles que prosperam e crescem e não criticar costumes de culturas que nenhum mal causa, pelo contrário, valoriza o corpo humano, “tomai e comei, isto é o meu corpo” – como disse o próprio Cristo, na Grande Ceia – e não atirai aos vermes ou carniceiros seus pequeninos mortos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

À ALTURA DOS AUTISTAS

É comum às pessoas ditas normais, prefiro chamá-las de regulares, impor teorias, as mais extravagantes possíveis, para justificar os “defeitos” físicos ou mentais das pessoas não regulares ou portadoras de necessidades especiais, até mesmo portadoras de especificidades. Mas, nem sempre ser diferente tem o significado de ser deficiente.
Denominamos de humanos regulares aqueles que quando comparados entre si pouco diferem substancialmente. Isto é, o pensamento e o corpo admitem o mesmo padrão de comunicação e dinâmica de movimentos. Esses pouco inovam e estão sempre adotando o existente que apresenta poucas diferenças.
As diversas habilidades pessoais dependem de uma série de fatores genéticos e adquiridos, formadores do que denominamos de fenótipo. Assim, irmãos podem ser “bem diferentes” se educados em locais díspares de cultura e geografia. Ou, se apesar de serem educados no mesmo local, forem concebidos em distintos momentos emocionais dos pais.
Quando essas habilidades são físicas e diferem bastante de seus pares, observa-se apenas o elemento faltoso ou impotente e não aquele que se sobressai e chega a exacerbar suas funções, tornando-se quase um substituto do outro. A audibilidade, por exemplo, dos cegos é um bom exemplo. Não se fala da supremacia da audição, mas da falta de visão do mesmo.
No caso de disparidade no comportamento mental, aí é que a maneira de observar torna-se mais grosseira. A pessoa é então tachada de louca ou deficiente mental, de conformidade com seu “status” social. Ninguém quer observar as mudanças para melhor, e o pior é que as agressões são pouco conscientizadas pela “vítima”; que se enquadra sem, muitas vezes, saber o porquê do tratamento diferente.
O autista é considerado um deficiente mental, simplesmente porque seus atos não são comuns às pessoas regulares. A medicina afirmava que o problema estava nos neurônios-espelho que não funcionavam direito, esses neurônios são células do cérebro ativadas quando alguém realiza uma ação ou apenas observa a mesma ação.
A revista Neuron publicou, recentemente, que o neurocientista Ilan Dinstein, do Instituto Weizmann de Rehovot (Israel), e colaboradores da Universidade de Nova York, realizando experiências com 13 autistas e 10 pessoas regulares, concluíram que, em determinados eventos sob algumas condições experimentais, os neurônios-espelho de autistas comportam-se como os neurônios de pessoas normais.
Com isso, percebe-se como são julgadas as pessoas diferentes. Estabelece-se uma causa ou motivo para a diferença e o rótulo está posto. Amanhã, descobre-se o erro praticado e fica, simplesmente, o dito pelo não dito. E quanto tempo perdeu “o diferente” com os falsos saberes?
Os autistas, por exemplo, têm suas características próprias. Seu cérebro afunila toda a sua pujança em cima de uma dada peculiaridade: música, matemática, arte, memória visual ou tantas outras especificidades dominadas pela cabeça humana. Na verdade, o corpo por inteiro se dedica àquela atividade soberana. Todas as demais funções cerebrais e corporais são amiudadas (diminuídas) em prol daquela maior que é insuperável pelas pessoas regulares.
A reeducação do autista o tornará comum. Devemos deixá-lo desenvolver-se no seu melhor e apenas auxiliá-lo nas suas dificuldades. Só assim estaremos dando oportunidade aos humanos portadores de características especiais – e não de deficiências – de se mostrarem como são, trazendo, a cada momento, o novo nos diversos segmentos dos saberes da humanidade.