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sexta-feira, 19 de março de 2010

O CUSTO DO INVESTIMENTO: PREÇO E VALOR


O ato de comprar é, na maioria das vezes, a necessidade de suprir uma falta ou atualização de algum bem. Isso pode ocorrer na obtenção de algo material ou, simplesmente, na contratação de um dado serviço. Em ambos os casos, existirá sempre um preço a se pagar que, a princípio, representa a contrapartida do proveito da compra. A vontade de comprar e a efetivação do negócio passam por uma análise de custo e benefício que, quando equivalentes, sacramentam o fechamento dessa atitude.
Como olhar para o binômio custo x benefício, motivador da efetivação do negócio? É o que vamos analisar a seguir.
Quando se adquiri alguma coisa, existe nessa aquisição uma perspectiva de funcionalidade ou atendimento às necessidades do comprador. É a satisfação desse anseio que caracteriza o equilíbrio do binômio referido anteriormente. Nesse caso, o que se paga corresponde ao valor do que se quer. O cliente não reclama o preço, pois os benefícios recebidos são satisfatórios. Os custos não são sentidos, porque o contentamento do comprador acontece.
No entanto, existem casos, e não raros, em que a compra não satisfaz e o preço é apontado como o vilão da história. Na verdade, busca-se na aquisição de alguma coisa a realização de um desejo de consumo, quando esse desejo não é locupletado, a insatisfação põe a culpa em algum componente do negócio. Sendo conhecedoras dos detalhes as duas partes interessadas no negócio, torna-se difícil apontar falhas que não sejam relacionadas ao preço, pois as outras variáveis são todas conhecidas, combinadas e aceitas.
A rejeição do consumidor também pode apontar para um fato muito simples: a compra do objeto não desejado. Muitas vezes, a imitação da moda, a compra visando apenas ao resultado final, enfim, o adquirir que não satisfaz os objetivos do momento torna alto o custo da compra. A propaganda desenfreada e as promoções exageradas, frequentemente, induzem o público ao consumo que não reside em si mesmo.
A inadimplência é um atestado de compra sem interesse. Nas escolas, esse mal, incentivado pela lei do calote, é muito comum. A necessidade do diploma leva o cidadão a matricular-se simplesmente com o intuito de obter o grau, sendo assim toda uma estrutura de informação e prática de mercado é violentada pelas críticas dos alunos que não sabem de forma consciente a que vieram.
O que se paga em uma IES (Instituição de Ensino Superior) particular, em média, é menor do que o salário recebido por uma secretária do lar. No entanto, notem que toda uma infraestrutura é oferecida, não só física como intelectual. Professores nas diversas áreas do conhecimento humano, biblioteca, laboratórios, internet para pesquisas, sombra e água fresca completam o caudal de serviços oferecidos pela escola.
A reclamação de preço é a desculpa utilizada para a falta de valor agregado à compra, no caso, o interesse do aluno em aprender para a construção do conhecimento e a vida. Quando o aprender é apenas para conseguir os créditos do diploma, realmente, o custo é grande. O aprendizado é um caminho de mão dupla, o aluno tem que participar para poder colher o valor que lhe é proposto.
O valor que se paga por um investimento deve corresponder aos benefícios recebidos, quando isso não acontece, os custos são sentidos, ou seja, o serviço da compra torna-se alto. Para quem vende, que é o ponto alto de hoje, quando seu futuro cliente acha caro o que lhe é oferecido, esse argumento deve apontar para um desses fatos: consumismo desmedido ou um investimento que não tem o valor agregado, ou seja, não é o que se quer.
Dessa forma não se deve sucatear o produto, baixando seu preço, mas sim tentar descobrir os motivos verdadeiros da rejeição.

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