AS MAIS LIDAS DA SEMANA

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sábado, 29 de outubro de 2011

SEXO, GÊNERO E SEXUALIDADE


Muitos têm escrito sobre sexo com o intuito de esclarecer uma série de dúvidas que a população possui sobre como se apropriar desse componente de seu corpo cheio de contradições e mitos, criados pelos diversos segmentos sociais de acordo com seus “princípios”, apreendidos de forma empírica.

Agora, gostaríamos, de forma sucinta, definir três conceitos que sempre são violentados através da confusão que se faz entre eles. Inicialmente definimos SEXO como a forma de acontecer da humanidade no que se refere à genitália. Assim dizemos que existem três sexos: o masculino, o feminino e o hermafrodita. Vemos assim que, de forma simples, ao nascer uma criança dizemos ser seu sexo um desses citados.

O pouco estudo tem levado os homens a não contemplarem o hermafroditismo como uma forma de se expressar o sexo e isso tem tornado a sociedade preconceituosa em relação aos seres hermafroditas, levando-os, inclusive, a se “esconderem” pela tamanha agressão que sofrem dos médicos e de seus próprios pais que os consideram anormais, simplesmente por possuírem uma genitália diferenciada das mais comuns, masculinas e femininas, e querem operá-los o mais breve possível sem a consciência dos mesmos.

Lembramos que a genitália hermafrodita verdadeira não tem a aparência como se fosse uma “arrumação” mal feita dos dois sexos, ela é bem definida inclusive sem apresentação de saco escrotal, pois seu testículo, único, não é aparente. Como o sexo masculino e feminino, a aparência do sexo hermafrodita pode variar em seus múltiplos componentes em tamanho e forma. Em breve falaremos um pouco mais do terceiro sexo tão pouco estudado e entendido.

O GÊNERO é a forma das pessoas exercerem o seu sexo. Diferente do que se possa imaginar existe uma infinidade de gêneros humanos. Os gêneros básicos são: homem e mulher heterossexual, homem e mulher homossexual e hermafrodita, masculino, feminino e verdadeiro. Esse total de sete gêneros tem uma infinidade de variantes. Cada uma dessas vai dos mais exacerbados aos menos exacerbados sexualmente, dentro de uma das sete classes.

Finalmente SEXUALIDADE que é a forma da pessoa se comportar sexualmente junto a si mesmo, ao seu cônjuge e à sociedade. Daí sentirmos que a sexualidade possui vários parâmetros e por isso se torna uma característica extremamente pessoal. Junto a si mesmo, quando se define dentro dos padrões sociais, ou fora deles, com o intuito, muitas vezes, da autoafirmação junto a seus pares. Ao seu cônjuge com a intenção de favorecer a relação entre eles e, finalmente, junto à sociedade para parecer regular.

Esperamos ter esclarecido para o melhor uso desses vocábulos, tornando mais natural a vivência entre os gêneros humanos sem constrangimentos e preconceitos.

domingo, 23 de outubro de 2011

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CHEGANDO AO CONGRESSO.

Terminada a euforia das compras e fusões de escolas superiores, teve “início” o PNE (Plano Nacional de Educação). As fusões das pequenas escolas vieram em socorro à necessidade de sobrevivência após a criação, pelo Governo, de vários eventos tendenciosos a prejudicar as escolas menores que, pelos valores das mensalidades, atraíam alunos carentes com défice escolar.

O malfadado provão prejudicava as escolas que eram constituídas por alunos pouco abastados, por ser instituído de maneira impensada e ter suas baixas notas publicadas de forma perniciosa, nas épocas de vestibular, pelo então Ministro Paulo Renato que fez questão de falar pela televisão, para os candidatos aos vestibulares, que só procurassem as faculdades com boas notas. Além disso, os provões, criados no sudeste sem contemplar a participação de professores de outras regiões, prejudicavam ainda mais os não sulistas. A perda de alunos levou as pequenas escolas ao caos.

Por outro lado, as avaliações das escolas exigiam altos escores nos diversos setores de apoio ao estudante. Na biblioteca, a quantidade de livros de conhecimentos básicos foi aumentada de forma assustadora sem necessidade, pois a internet hoje garante informação atual e diversa em todas as áreas do conhecimento humano. Os laboratórios de informática e outros equipamentos também eram exigidos de forma soberba. O percentual de professores mestres e doutores nas IES(Instituições de Ensino Superior) era o mesmo estabelecido para as universidades. Essas e outras exigências foram desestimulando os verdadeiros educadores que preferiram vender as suas IES a grupos estrangeiros e poderosos do Brasil.

Dessa forma as escolas tradicionais e de bom ensino foram sendo dizimadas pela propaganda ostensiva dos grandes grupos “educacionais” e pelas “notas baixas” dentro do ranking nacional. Não podemos deixar de citar que o ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), elaborado sem o concurso de professores das diversas regiões do Brasil, prejudicou, e muito, as notas das escolas menores que foi, com seus alunos pouco maldosos e inexperientes, violentada pelos questionários capciosos do ENADE.

Destruídas as escolas menores, agora vem o CONAE(Conferência Nacional de Educação) alterar uma série de requisitos nas avaliações das IES. Um deles é o percentual de professores mestres e doutores nas IES que passa, na prática, de 20% para apenas 10%. Por que isso? É muito claro, o lobby dos grupos poderosos forçam para esse resultado, pois agora querem economizar. E os professores que investiram em mestrados e doutorados em busca de melhores ganhos estão desolados!

Mais uma vez a corda quebra no lugar mais fraco! A grande desculpa é a de corrigir as discrepâncias anteriores. As soluções saíram tarde demais para muitas escolas de pequeno porte que já fecharam e, em boa hora, para os grandes grupos que agora apelam para diminuir os seus custos. Muitas reformas ainda virão nesse sentido, infelizmente!

A QUEDA DAS MATRÍCULAS DE UNIVERSITÁRIOS


Notícia divulgada em jornal de nossa cidade informa a queda, em anos anteriores, das matrículas nos cursos superiores. É natural o fato já que 70% da educação brasileira é mantida por escolas de administração privada, consequentemente, paga pelos alunos. A crise do ano 2008 ao de 2010 alimentou essa escassez de recursos que teve repercussão no setor educacional.

Isso corroborado com os financiamentos do governo, que faz empréstimos através do Fies de forma mercantil ao invés de fazê-los de forma diferenciada como seria o natural. Explicando, adiantamos que os empréstimos mercantis contemplam atividade cujo retorno chega em alguns meses e de forma lucrativa, podendo assim serem contraídos sem prejuízos para os empresários.

Já o financiamento para a educação deve esperar que o aluno, após conclusão do seu curso superior, desenvolva sua atividade profissional durante alguns anos, para ser conhecido no mercado e, dessa forma, ter recursos suficientes para contemplar os compromissos financeiros assumidos. Sendo assim, o empréstimo para financiar a educação deve ter prazos mais longos e juros zero, pois não se deve emprestar dinheiro, mas sim, mensalidades.

Hoje essas mensalidades são bastante estáveis, por isso o pagamento dessa dívida não deve sofrer aumento em relação ao contraído inicialmente, pois a moeda seria mensalidade e o débito, o número de mensalidades emprestadas. É bom que o governo veja tal fato e adote esse pensamento, pois essa verba em seu retorno deve contemplar novos estudantes carentes com mensalidades escolares e não gerar lucros para o estado. A única escola superior que conheço que possui financiamento próprio, o PAFIDE (Programa de Apoio Financeiro ao Discente ESUDA), e empresta mensalidades e não dinheiro é a Faculdade ESUDA, que está de parabéns pela forma ética de seu financiamento à comunidade carente.

Não adianta mudar os métodos de apuração de dados que compõem as estatísticas nem sofismar para o povo com “novas metodologias” enganadoras. Não entendo porque nossos governantes sempre se acham bastante inteligentes em suas afirmações como se o povo brasileiro não tivesse a capacidade de entender e separar as verdades das mentiras. Ninguém esqueceu o furto das provas do Enem de dois anos atrás. Era impossível não ser identificado quem vendeu as provas, pois “só duas pessoas tinham a chave do cofre onde estavam as provas”, assim foi dito e nada mais foi informado até hoje!

Temos certeza de que um FIES com outro formato levará o número de ingressantes nas faculdades a um valor bem maior, pois infelizmente esse crescimento estará sendo contemplado pelas vagas existentes nas escolas de administração privada e não estatal!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

EDUCAÇÃO É UM INVESTIMENTO EM LONGO PRAZO


A imprensa divulgou o pensamento do ministro Fernando Haddad sobre o número de dias letivos por semestre que, segundo ele, passaria de 100 para 110 dias. Bom, estudos feitos pelo MEC da década de 70 concluíram sobre alguns quantitativos para o segmento ensino/aprendizagem, os quais passamos a dispor para comparar com os dos dias atuais. A hora/aula não deve exceder a 45 minutos no horário noturno nem a 50 minutos no horário diurno. O Governo atual exige 60 minutos para a hora/aula. O total de horas/aulas semanais não deve ultrapassar de 30. O MEC não se coloca, atualmente, sobre esse particular. O número de dias letivos que precede o descanso semestral deve ser de 90. E o ministro Fernando Haddad quer passar para 110 dias o semestre letivo. Tudo isso foi resultado de estudos internacionais nos anos 70, mas, na atualidade, ninguém fala em que se baseiam esses novos números! Os dados dos estudos anteriores foram baseados no aproveitamento efetivo dos ensinamentos na sala de aula. Por exemplo, o aluno durante a noite tem menor capacidade de absorver conhecimento do que durante o dia, por isso a diferença de tempo das horas/aulas. A maturação do conhecimento também requer prazo, então não adianta exceder os noventa dias por semestre. Seres humanos têm uma dada capacidade para cada uma de suas atividades físicas e/ou mentais. Gente não é robô apesar dos avanços cibernéticos, é bom que o MEC saiba disso. Não entendi ainda por que as universidades federais só começam suas atividades em março e conseguem fechar os 100 dias com unidade de crédito de 15 semanas (90 dias). Podem estar mudando, mas até agora não. Outras portarias ministeriais da época determinavam um tempo maior para a execução dos currículos dos cursos noturnos. Administração e outros cursos de quatro anos no horário diurno, passavam para cinco anos quando ministrado no horário noturno.A preocupação com o binômio ensino/aprendizagem sempre foi um tema debatido em governos passados com a colaboração de educadores. Hoje, infelizmente, políticos e burocratas resolvem o destino da educação brasileira, o pior é que isso acontece com palpites de “educadores” internacionais. Fazer um Brasil melhor para servir ao mundo e não ao nosso país, eis a questão. Formar rapidamente para a quantidade superar a qualidade e daí se ter presas mais fáceis de serem manipuladas pelos grupos dominantes. A fome pelo poder tem levado os nossos governantes à criação de leis e imposição de comportamentos, inspirados em seus exemplos, que infelizmente têm levado o povo a legar a seus descendentes um futuro pouco capaz. Tomara que os novos governantes acordem para a necessidade de um Brasil mais lúcido e brilhante.
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