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quinta-feira, 17 de junho de 2010

“A ARCA DE NOÉ”


Recebi, esta semana, do meu amigo Sardinha, um e-mail falando sobre um assunto que jamais eu poderia deixar de comentar: “A arca do fim do mundo”. Sei muito bem da grande influência que a religião exerce sobre as atitudes humanas, buscando dirigir os passos da humanidade para o bem. Isso exige, muitas vezes, fantasias que ajudam a abordagem do pensamento salutar.
Incrível é constatar que cientistas do mundo todo acreditam piamente na fabulosa arca de Noé. Assim, por ser quase impossível guardar um casal de cada um dos seres vivos, animais, existentes no planeta, pela diversidade e pelo custo da manutenção do empreendimento “vivo”, resolveram guardar sementes dos seres vegetais.
Esse fato não aconteceu para manutenção ou salvação das espécies, como pensou Noé, mas para salvaguardar a necessidade de alimentação do homem, no caso de uma catástrofe mundial ou universal. Mais uma vez, o homem pensando de forma egoísta e simplória, como se o que restasse na Terra, após uma hecatombe universal, fosse ter a necessidade desses alimentos.
“A Svalbard International Seed Vault (SISV) – pesquise no Google – também conhecida como a “Arca do fim do mundo", está desenhada para guardar amostras de todas as variedades de sementes conhecidas pelo homem. A Arca de Noé das sementes foi construída em Longyearbyen, um pequeno lugarejo mineiro na ilha de Spitsbergen que pertence ao arquipélago norueguês de Svalbard, ao norte, a uns 1.000 kilômetros do Polo Norte. O lugar foi escolhido por sua estabilidade sísmica e por estar escavado em solo permanentemente gelado do território ártico (o permafrost), facilitando a conservação”.
Vejamos, então, a validade dessa construção. Inicialmente, salientamos que o custo do projeto físico e da manutenção é assustador, daria para matar a fome de muita gente no mundo todo. Vamos ainda avaliar o possível sucesso desse empreendimento, após a consumação da monstruosa e triste tormenta.
O evento que levaria o mundo a uma ruína desse porte, certamente, seria acompanhado de radiações as mais agressivas possíveis e, em consequência, uma nova Terra surgiria. Os seres vivos seriam dizimados por completo, não existiria nada que “blindasse” esses raios e os impedisse de atingir o SISV, esterilizando as sementes.
O viver, nesse novo mundo, deverá ser bastante diferenciado do atual. Quem sabe se os novos humanos não iriam se alimentar de minerais como ocorre hoje com certas bactérias que habitam os fósseis? Uma mudança radical é um fato que não acontece com parcialidade, é total e irrestrito.
Apesar do conhecimento globalizado que invade todos os povos, causa-me espécie imaginar a mesquinhez do pensamento humano. Ao invés de preocupar-se com a fome de hoje que é responsável por todas as drogas que invadem o planeta, que produzem mutações no homem e geram monstros futuros, estão criando verdadeiros mitos e desviando riquezas em busca de incertezas vendidas como fatos consumados.
As políticas de sustentabilidade do Planeta precisam ser revistas. São necessários investimentos maiores na própria humandade. Cérebros novos serão capazes de renovações incontestes. As heranças das mentes prodigiosas de hoje estão em toda parte. É preciso dar oportunidade maior às gerações que seguem.
Não adianta a tecnologia dos arranha-céus sem cuidar dos que os habitam. As necessidades atuais supridas, trarão melhores dias, com idéias advindas daqueles que cuidamos hoje, para que eles vivam e nos façam sobreviver amanhã.

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