AS MAIS LIDAS DA SEMANA

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

O VALOR DE NOSSA VAIDADE


Até quando seremos dominados pela mídia? Recebi esta questão a semana passada quando a filha de um amigo pediu para o pai comprar um vestido exigindo a marca ou etiqueta. A diferença de preço em relação a uma roupa similar era de mais de três vezes! O pai indignado, enquanto relutava para fazer a compra, encontra-se comigo e faz o comentário que resultou neste artigo.
Como funciona o nosso cérebro nesses casos? Por que gostamos do que a mídia nos sugere? Dizem que uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade. Será que a propaganda muda a nossa noção de qualidade? Não. Nosso cérebro vive em busca de nos dar prazer e a vaidade, intrínseca ao ser humano, quando satisfeita, é uma grande fonte de prazer.
São três os “sentimentos” mais fortes do ser humano. Um deles, a inteligência, é o grande mediador e explorador dos outros dois: o sexo e a vaidade. Assim, o sexo, ou melhor, a sexualidade, é bastante utilizada nas diversas mídias como forma de chamar a atenção das pessoas. Como esse expediente nem sempre é compatível com o produto, o apelo mais comum e usual torna-se a vaidade.
A vaidade é uma porta aberta a toda exploração de terceiros. Costumo dizer que devemos ter a vaidade de saber utilizar a dos outros em proveito próprio. Ou seja, jamais devemos nos empolgar com elogios a nossa pessoa ou aos nossos desejos, pois outros poderão se aproveitar disso. Quem sabe utilizar a vaidade das pessoas como forma de abrir portas aos seus intentos é bem consciente desse “sentimento” animal.
Os meios de comunicação gozam, em sua grande maioria, de credibilidade junto ao seu público. Só isso seria o bastante para manipular os quereres de seus leitores e seguidores. Essa credibilidade é consequência da confiança nos seus editores e produtores que sempre criam programas que chegam junto aos seus admiradores, atendendo aos seus anseios.
Dessa forma, o mercado torna-se o porta-voz do povo e nos diz o que podemos ter, sentir, vestir, beber, comer ou ser. A vaidade conduz, assim, a sociedade a adotar os costumes e as vogas de cada momento. As marcas e grifes produzidas pela mídia tornam os produtos de preços altos com um único valor agregado: a moda. E como a voz do povo é a voz de Deus, o custo/benefício é satisfeito para os usuários.
Infelizmente, as pessoas pouco se tocam acerca de seu papel social. Mesmo os mais esclarecidos cedem diante da manipulação que os poderosos e detentores de capital impingem à sociedade. Dessa maneira, as etiquetas são altamente valorizadas e isso torna o consumo bastante próximo à insensatez. Quantos lutam pela prestação de serviços exemplares ou fabricam utilidades de forma bastante especial e não conseguem se afirmar no mercado?
É a concorrência desleal que torna proibitivo o uso da mídia com sucesso. Os valores agregados, que tornam mais eficientes os produtos, são, muitas vezes, pouco percebidos pelos consumidores, porque similares são divulgados de forma ostensiva, neutralizando o diferencial dos bons artigos. O resultado é a falência dos empresários de bons produtos que terminam por vender suas ideias aos maus concorrentes.
Podemos concluir que os nossos sentimentos e a nossa apreciação dos valores verdadeiros estão sendo, a cada dia, manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder. É preciso que se valorizem os produtos e serviços levando em conta os valores reais e não aqueles impostos por métodos que só querem vender, e não transferir valor a quem está confiando em seus produtos.
“As grifes vestem bem”, “tal escola é mais conhecida”, “essa marca é a que mais vende” são frases fabricadas pela mídia que vem apenas para impor o querer de grupos, muitas vezes estrangeiros, que simplesmente querem explorar um povo que acredita na honestidade de seus compatriotas.

Ensino privado no Brasil: um cenário para o futuro.


As instituições de ensino superior privadas representam, hoje, mais de 70% das vagas disponíveis no ensino superior no Brasil. É o que apontam dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais - Anísio Teixeira (INEP). São ofertadas mais de dois milhões de oportunidades de ingresso em redes particulares, contra 900 mil nas estatais, que representam 30%. No total, são disponibilizadas quatro milhões de vagas. Ou seja, a maior parte da oferta continua nas instituições particulares. Dos alunos que entram no ensino superior, 70% optam por faculdades particulares e 30%vão para as públicas_ dados arredondados.
A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social, fazendo com que muitas famílias invistam, cada vez mais, nesse setor. O avanço científico dos últimos anos tem apresentado um novo cenário, principalmente, para a educação universitária brasileira, que deve preparar o aluno para ser um empreendedor e não mais para disputar, simplesmente, uma vaga no mercado de trabalho.
Essa realidade, aliada ao desprestígio das instituições de ensino públicas brasileiras, causada principalmente pela falta de investimentos por parte do Governo, tem feito com que a procura por instituições privadas aumente, alimentando um mercado que cresce vertiginosamente.
Funcionando em horário e local adequados ao seu público e respeitando a exiguidade do tempo dos estudantes de nível superior, a escola de administração privada absorve a maioria do alunado brasileiro, principalmente, por oferecer exercício regular, sem greves, sem falta de professores e com atenção, dedicação e respeito ao discente. Enquanto a escola particular define sua prestação de serviços educacionais, pensando em seu público; as escolas estatais funcionam conforme suas necessidades e nem sempre buscam atender aos interesses do seu público.
Com o aumento da procura, a tendência é que o mercado fique ainda mais concentrado. De acordo com indicadores analisados pela Revista Ensino Superior, a expectativa é de que os grupos educacionais que hoje detêm mais de 30% do mercado da educação privada passem a controlar 50% da oferta até 2012.
Esses grupos econômicos poderosos têm assumido a manutenção de escolas sem visar à prioridade da educação verdadeira. O contingente de escolas que educam mais de 70% dos universitários, a cada dia, tem se restringido a casas de ensino que visam muito mais à profissionalização do ensino do que às descobertas da difícil tarefa do professor de passar o conhecimento aos seus discípulos, tendo em vista a melhor formação acadêmica que trará, em futuro próximo, o desenvolvimento maior para o Brasil e o mundo.

domingo, 25 de julho de 2010

QUANDO A RIQUEZA É DETESTADA


Temos ouvido falar sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México de forma apavorante. Todos lutam agora para fechar a abertura que jorra petróleo de forma incontrolável, já há três meses, sem se conseguir solução, o que vem causando danos terríveis às redondezas do lugar. Fala-se, inclusive, da possibilidade de evacuar o estado da Flórida onde se situam Orlando e Miami.
O causador desse fato foi a abertura de um poço de petróleo na região do pré-sal em uma profundidade aproximada de 1.600m. As sondas penetram cerca de 8.000m abaixo do solo do oceano onde a pressão alcança índices alarmantes de aproximadamente 50.000 libras/polegada que faz jorrar petróleo com vazão de 90.000 barris por dia.
Essa abertura, à quase 10 km da superfície da água, começou a vazar em torno das sondas e está se tornando impossível remediar o problema. O que fazer agora? Caso não sofra solução de continuidade, o desastre para as regiões próximas, já inevitável, poderá atingir outras regiões do planeta através das correntes marinhas.
Os técnicos esperam uma solução natural através de conjecturas pouco seguras, demonstrando claramente que não era esperado o acontecimento danoso. Um desastre dessa monta é divulgado de forma tímida, mas é divulgado. Imaginem quantos pequenos eventos maléficos são provocados pelo homem sem divulgação?
Infelizmente o poder econômico junto com a ganância e a vaidade humana, que não têm fim, irão sempre causar transtornos aos habitantes de nosso planeta. Onde estão os salvadores da Terra que permitem essas sondagens especulativas que transcendem o conhecimento dos homens? A estúpida pressão, 8 km abaixo do solo marinho, seria esperada, pois uma contenção dessa espessura não seria à toa.
O que se há de comentar ainda é a pouca necessidade, atualmente, de petróleo. Cosméticos, tintas, combustíveis, etc., já podem ser adquiridos por meio de outras fontes que não sejam fósseis. Fala-se hoje em engenhocas que funcionariam com magnetismo, sem necessidade de abastecimento energético. Isso é pouco provável, devem estar sofismando com o princípio da conservação de energia.
Pouco se tem falado do progresso nas tentativas de fechar o vazamento do poço. Os EUA não querem divulgar nada enquanto não houver progresso nesse intento. Como sabemos o Estado americano prima em defender as empresas privadas e não quer imputar culpas para não desgastar seu governo e os princípios que campeiam o respeito à cidadania.
Sendo assim, ficamos sem notícias de como vão os trabalhos de obturação da fenda provocadora do desastre ecológico. Escrevemos esses comentários durante o vazio noticioso de alguns dias. Esperamos que esteja próximo o final dessa epopeia que, se durar mais de dezoito meses, poderá tornar a vida insuportável em muitas regiões do planeta.
Os gases oriundos da evaporação, a partir do petróleo em suspensão, tornarão o ar impregnado de substâncias tóxicas que causará grande mal ao homem e, provavelmente, aos seus descendentes por vários anos. Hoje se sabe que alteramos nossos genes durante as nossas vidas e a intoxicação certamente trará terríveis adulterações genéticas.
As últimas notícias, após um hiato de 10 dias, começam a mostrar uma luz no fim do túnel. Informam nos noticiários que “estão conseguindo conter esse jorro de petróleo sem controle”. Pelo visto a própria natureza deve estar acudindo a essa demanda, e, como sempre, o homem aparece como salvador das intempéries que ocorrem, quando vitorioso, como se ele não fosse o causador do acontecido.
O Brasil já está matando e morrendo pelo pré-sal do sudeste. Oxalá que o conhecimento humano já tenha atingido o nível suficiente quando da exploração desse minério. Isso evitará outra hecatombe mundial como poderia ter sido essa comentada. Esperamos que antes da publicação deste texto o problema do Golfo do México já esteja solucionado.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A HIPOCRISIA SOCIAL

Recebi, no início de julho, um e-mail que comentava sobre o absurdo da cultura chinesa que dispõe, nos supermercados, entre os gêneros alimentícios, de corpos de bebês ou fetos mortos em conserva como se fossem palmito, aspargo, etc. Nesse e-mail são feitas ilustrações dessas “iguarias”, inclusive sendo degustadas.
Custa em torno de U$60.00, cada unidade, em hospitais ou supermercados que atendem a grande demanda para fazer churrascos. A finalidade da mensagem é convocar a humanidade para uma insurreição contra esse costume Chinês. A China sofreu muita fome com a reprodução humana desenfreada nos tempos idos. Não existia alimento para a crescente multiplicação da espécie.
Na Indonésia e Ásia oriental, é costume comer também espécies peçonhentas como escorpião, baratas, aranhas, etc. Para um povo que passa fome, alimentar-se de bebês mortos, não assassinados, fique bem claro, não é nada demais. A cultura de um povo assusta outros povos que não possuíram a mesma evolução no tempo. Não vamos jamais aceitar esse costume Chinês.
A nossa cultura abomina essa atitude chinesa e tenho certeza de que jamais seremos invadidos por essas conservas importadas. O fato é tão sério que a reação das pessoas é repugnar esse alimento pouco comum. Na verdade, deve-se repugnar algo sujo que cause nojo, não o diferente e limpo como é o caso do bebê. Apenas para mostrar que o choque cultural torna torpe o pensamento.

Por outro lado, é sabido que, na África, cerca de 20 países estão na maior miséria. Crianças, adolescentes e adultos morrem de fome. Etiópia, Guiné-Bissau, Bangladesh, Senegal sofrem o horror da fome, só para citar alguns países. Que faz o mundo por isso?
Sabe-se que sete por cento do PIB dos países ricos seriam suficientes para banir a miséria no planeta. Quem está divulgando e conclamando a humanidade a expurgar a fome do nosso mundo? Ninguém. Enviem e-mails para toda a humanidade exigindo essa atitude! Tenho certeza de que campanhas sérias com esse objetivo seriam vitoriosas.
Talvez isso não seja interessante para os países ricos, que exploram o continente africano, rico em minérios e espécies que facilmente são negociados, devido à necessidade e ignorância do povo. Porém, outros povos, talvez não tão ricos, atendam a apelos desse tipo. Pesquisem, na internet, o flagelo dos povos que vivem nesses países, miseravelmente. Vejam as fotos e realmente se toquem de quão cruel tem sido a humanidade para com seus semelhantes.
A necessidade alimentar é tão grande que crianças disputam território com os urubus. Alguém fotografou essa disputa e deu legenda como se o urubu estivesse no aguardo da morte da criança para se alimentar. Lembramos que essa ave alimenta-se de carniça, assim, alguém faminto, mesmo que esteja para morrer, jamais atrairia um urubu.
Mães com esqueletos vivos no colo representam muito bem o que seja uma repugnância para a humanidade. Alimentar-se de fetos ou bebês mortos naturalmente é um escândalo muito pequeno quando comparado com os brados de crianças que querem viver e não lhes dão oportunidade.

O desenvolvimento da humanidade veio da união de cérebros cooperativos que conseguiram desenvolver grandes projetos. Quantas ideias não têm sido perdidas com a morte desses nossos irmãos? Alimentando e educando a humanidade de forma indistinta estaremos alimentando o celeiro de atividades que trazem o bem para todos nós.
Basta de hipocrisia, vamos cuidar daqueles que prosperam e crescem e não criticar costumes de culturas que nenhum mal causa, pelo contrário, valoriza o corpo humano, “tomai e comei, isto é o meu corpo” – como disse o próprio Cristo, na Grande Ceia – e não atirai aos vermes ou carniceiros seus pequeninos mortos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

À ALTURA DOS AUTISTAS

É comum às pessoas ditas normais, prefiro chamá-las de regulares, impor teorias, as mais extravagantes possíveis, para justificar os “defeitos” físicos ou mentais das pessoas não regulares ou portadoras de necessidades especiais, até mesmo portadoras de especificidades. Mas, nem sempre ser diferente tem o significado de ser deficiente.
Denominamos de humanos regulares aqueles que quando comparados entre si pouco diferem substancialmente. Isto é, o pensamento e o corpo admitem o mesmo padrão de comunicação e dinâmica de movimentos. Esses pouco inovam e estão sempre adotando o existente que apresenta poucas diferenças.
As diversas habilidades pessoais dependem de uma série de fatores genéticos e adquiridos, formadores do que denominamos de fenótipo. Assim, irmãos podem ser “bem diferentes” se educados em locais díspares de cultura e geografia. Ou, se apesar de serem educados no mesmo local, forem concebidos em distintos momentos emocionais dos pais.
Quando essas habilidades são físicas e diferem bastante de seus pares, observa-se apenas o elemento faltoso ou impotente e não aquele que se sobressai e chega a exacerbar suas funções, tornando-se quase um substituto do outro. A audibilidade, por exemplo, dos cegos é um bom exemplo. Não se fala da supremacia da audição, mas da falta de visão do mesmo.
No caso de disparidade no comportamento mental, aí é que a maneira de observar torna-se mais grosseira. A pessoa é então tachada de louca ou deficiente mental, de conformidade com seu “status” social. Ninguém quer observar as mudanças para melhor, e o pior é que as agressões são pouco conscientizadas pela “vítima”; que se enquadra sem, muitas vezes, saber o porquê do tratamento diferente.
O autista é considerado um deficiente mental, simplesmente porque seus atos não são comuns às pessoas regulares. A medicina afirmava que o problema estava nos neurônios-espelho que não funcionavam direito, esses neurônios são células do cérebro ativadas quando alguém realiza uma ação ou apenas observa a mesma ação.
A revista Neuron publicou, recentemente, que o neurocientista Ilan Dinstein, do Instituto Weizmann de Rehovot (Israel), e colaboradores da Universidade de Nova York, realizando experiências com 13 autistas e 10 pessoas regulares, concluíram que, em determinados eventos sob algumas condições experimentais, os neurônios-espelho de autistas comportam-se como os neurônios de pessoas normais.
Com isso, percebe-se como são julgadas as pessoas diferentes. Estabelece-se uma causa ou motivo para a diferença e o rótulo está posto. Amanhã, descobre-se o erro praticado e fica, simplesmente, o dito pelo não dito. E quanto tempo perdeu “o diferente” com os falsos saberes?
Os autistas, por exemplo, têm suas características próprias. Seu cérebro afunila toda a sua pujança em cima de uma dada peculiaridade: música, matemática, arte, memória visual ou tantas outras especificidades dominadas pela cabeça humana. Na verdade, o corpo por inteiro se dedica àquela atividade soberana. Todas as demais funções cerebrais e corporais são amiudadas (diminuídas) em prol daquela maior que é insuperável pelas pessoas regulares.
A reeducação do autista o tornará comum. Devemos deixá-lo desenvolver-se no seu melhor e apenas auxiliá-lo nas suas dificuldades. Só assim estaremos dando oportunidade aos humanos portadores de características especiais – e não de deficiências – de se mostrarem como são, trazendo, a cada momento, o novo nos diversos segmentos dos saberes da humanidade.

A FALSA LEITURA DOS PENSAMENTOS


Em alguns programas, veiculados pela TV Globo, aparecem pesquisas científicas que acusam o progresso tecnológico de vir a permitir, em pouco tempo, a “leitura” do pensamento dos seres humanos. A colocação dessa perspectiva se baseia na imagem cerebral de pessoas que fixam seu pensamento em uma dada demanda, praticamente, igual.
Vamos inicialmente analisar o porquê da identidade das imagens. As atitudes ou pensamentos sociais frequentes como: chorar, sorrir, assim como pensar em coisas comuns à maioria das pessoas levam o sujeito a excitar determinadas áreas do cérebro. Esse fato, que condiciona maior irrigação nessas áreas cerebrais, é traduzido em figuras semelhantes.
Até aí tudo bem. Mas, a partir desses resultados, concluir que, mais cedo ou mais tarde, essas imagens nos informarão o que a pessoa está pensando, é completamente diferente. Em seguida, analisaremos a grande diferença entre o que se descobriu e o sofisma da conclusão desastrosa a que pretendem chegar os cientistas.
As imagens geradas em uma ressonância magnética colorida mostram claramente, segundo as cores, as regiões cerebrais em atividade ou excitadas. Essas áreas assim aparecem graças a uma série de atitudes ou à racionalização de eventos que ocorrem nelas. Isso não significa uma dada atitude, mas uma série de atitudes semelhantes de forma macro.
A libido, por exemplo, pode ser provocada por uma série de atitudes que nem sempre são capazes de atender a todos aqueles que são estimulados. Vários são os pontos que excitam, variam de acordo com a sexualidade das pessoas. A boca, as pernas, as mamas, para citar como exemplo, são partes do corpo feminino capazes de chamar a atenção dos homens de conformidade com a cultura de cada um.
Certamente a parte do cérebro excitada deve ser a mesma para esses homens motivados, mesmo que seja um pela boca, outro pelas pernas e assim por diante. Porém isso não significa que os pensamentos de cada uma dessas pessoas sejam iguais. Cada um teve certo enlevo e linha de atitude consequentes de formatos diferentes. As pernas levam à carícia, a boca ao beijo, mas tudo leva à excitação da libido e, como resultado, alcança-se a resposta da mesma região cerebral.
Esse exemplo grosseiro nos diz que jamais poderíamos concluir o que excitou cada uma dessas pessoas e o pensamento dela naquele momento. Imagine tudo que pode vir ao cérebro de uma pessoa em cada momento de sua vida. Essa infinidade de pensamentos jamais poderá ser detectada por terceiros. Eles pertencem ao indevassável, eis a grande sabedoria da natureza.
É necessário que, a cada dia, as notícias sejam criticadas, mesmo as ditas científicas, pois os interesses hoje são de criar a expectativa da novidade que vende, mesmo que assuste, porque pouco se tem importado com as consequências das informações dadas. O respeito à ignorância das pessoas, que não são obrigadas a conhecer tudo, infelizmente não mais existe.
Assim, consulte os especialistas. Não devemos acreditar no imponderável, mesmo que ele nos chegue por meio de instituições que gozam de certa credibilidade, pois nem sempre estão com a verdade, principalmente, quando não geram a informação, que tem de acontecer, para não ser omitida a voz que ecoa no mundo. Por mais que sejam cobertas de fantasias, que escondem a verdade.
Mais uma vez o pensar e o saber hão de se tornar vitoriosos, por mais que a verdade se esconda atrás de interesses de laboratórios que buscam ajuda de fundações que desejam o estranho, o novo, o inesperado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

MULHER: SENSIBILIDADE, PASSIONALIDADE OU RACIONALIDADE?


A TV Globo noticiou no seu programa Fantástico de 16 de maio de 2010 que a mulher tem o caráter altamente passional, diferente do homem que é um ser bastante racional. Isso significa que o homem age sempre de forma lógica e estudada sem a violência da improvisação ou paixão.
Considerando esse fato como verdadeiro, o noticiário comenta a atitude do treinador Dunga, na convocação dos jogadores para compor a seleção, como sendo passional. Ou seja, agiu como é natural entre as mulheres, ligado ao cotidiano do passado sem dar atenção aos “craques” de hoje. Faltou o que é tão comum entre os homens: a racionalidade.
As afirmações contidas nos parágrafos anteriores carecem de revisão. Será a mulher um ser passional, isto é, sujeito a paixões? E o homem, é um ser cerebral? Vamos expor algumas características tão comuns às mulheres e aos homens e então concluir as verdades da aplicação desses conceitos.
Na minha opinião, a mulher possui maior conhecimento inato do que o homem, por isso é capaz de antever uma série de acontecimentos dentro de qualquer rotina. Isso a põe em posição de vanguarda em relação ao homem. É ela quem dá limites na educação da prole, é guardiã do lar e soberana na busca de seus direitos, e carrega consigo a honradez que a faz assumir, a cada dia, cargos de confiança como os de fiscal, gerente, supervisora etc.
A racionalidade, que vem do berço, acompanha a mulher por toda sua vida e, diferente do que se pensa, torna-a pragmática, cerebral e objetiva. Por outro lado, o homem acontece (existe) como um ser fadado a viver apaixonadamente. Com pouca racionalidade e com muito entusiasmo, à primeira vista, é incapaz de ponderar nos momentos de paixão.
O homem é concessivo com seus filhos, por mais que a mulher coloque-o para eles como forte e poderoso. Nos negócios, com outros homens, discute de forma igual e vence quem consegue encantar mais os desejos do outro. É crente das informações femininas, sendo, muitas vezes, encantado e enganado. Tem pouca autocensura, por isso é menos confiável.
A pouca informação pré-natal acompanha o homem, que luta com sua inteligência para superar as dificuldades da vida, construindo cada momento, sem a ajuda do já nascer sabendo como acontece com a mulher. Assim, ele é um apaixonado, é movido por paixões. E de onde vem esse equívoco da humanidade em achar o ser feminino mais apaixonado e o masculino mais racional?
A mulher é uma pessoa bastante sensível. É essa sensibilidade que é confundida com passionalidade. Agir por paixão é muito mais perdoável, por isso a mulher, como ser racional, prefere aceitar a pecha de apaixonada, pois a tornará menos vulnerável em relação a atitudes pessoais que possam vir a prejudicá-la.
A antevisão de fatos que estão por vir muito mostra as características da mulher como grande analista e pensadora. O fato de antecipar-se aos acontecimentos torna-a um ser capaz de lograr muito maior êxito em suas demandas do que o homem em casos semelhantes. O poder de executar múltiplas atividades reforça ainda mais as características objetivas da mente da fêmea.
O homem, por sua vez, como machão, absorve o rótulo de racional. Mas, na verdade, é um grande apaixonado e age sempre sob impulso. Assim, está sempre sujeito a invasões devastadoras advindas do sexo oposto, que se aproveita da ingenuidade desse ser crente que é o homem.
Não tendo a racionalidade das mulheres, que esperam o momento oportuno para definição, quando se encontram em encruzilhadas, ele se lança, sem titubear, em empreitadas mal sabendo a que vão. Dessa forma vive sofrendo graves consequências por suas atitudes apaixonadas.

“A ARCA DE NOÉ”


Recebi, esta semana, do meu amigo Sardinha, um e-mail falando sobre um assunto que jamais eu poderia deixar de comentar: “A arca do fim do mundo”. Sei muito bem da grande influência que a religião exerce sobre as atitudes humanas, buscando dirigir os passos da humanidade para o bem. Isso exige, muitas vezes, fantasias que ajudam a abordagem do pensamento salutar.
Incrível é constatar que cientistas do mundo todo acreditam piamente na fabulosa arca de Noé. Assim, por ser quase impossível guardar um casal de cada um dos seres vivos, animais, existentes no planeta, pela diversidade e pelo custo da manutenção do empreendimento “vivo”, resolveram guardar sementes dos seres vegetais.
Esse fato não aconteceu para manutenção ou salvação das espécies, como pensou Noé, mas para salvaguardar a necessidade de alimentação do homem, no caso de uma catástrofe mundial ou universal. Mais uma vez, o homem pensando de forma egoísta e simplória, como se o que restasse na Terra, após uma hecatombe universal, fosse ter a necessidade desses alimentos.
“A Svalbard International Seed Vault (SISV) – pesquise no Google – também conhecida como a “Arca do fim do mundo", está desenhada para guardar amostras de todas as variedades de sementes conhecidas pelo homem. A Arca de Noé das sementes foi construída em Longyearbyen, um pequeno lugarejo mineiro na ilha de Spitsbergen que pertence ao arquipélago norueguês de Svalbard, ao norte, a uns 1.000 kilômetros do Polo Norte. O lugar foi escolhido por sua estabilidade sísmica e por estar escavado em solo permanentemente gelado do território ártico (o permafrost), facilitando a conservação”.
Vejamos, então, a validade dessa construção. Inicialmente, salientamos que o custo do projeto físico e da manutenção é assustador, daria para matar a fome de muita gente no mundo todo. Vamos ainda avaliar o possível sucesso desse empreendimento, após a consumação da monstruosa e triste tormenta.
O evento que levaria o mundo a uma ruína desse porte, certamente, seria acompanhado de radiações as mais agressivas possíveis e, em consequência, uma nova Terra surgiria. Os seres vivos seriam dizimados por completo, não existiria nada que “blindasse” esses raios e os impedisse de atingir o SISV, esterilizando as sementes.
O viver, nesse novo mundo, deverá ser bastante diferenciado do atual. Quem sabe se os novos humanos não iriam se alimentar de minerais como ocorre hoje com certas bactérias que habitam os fósseis? Uma mudança radical é um fato que não acontece com parcialidade, é total e irrestrito.
Apesar do conhecimento globalizado que invade todos os povos, causa-me espécie imaginar a mesquinhez do pensamento humano. Ao invés de preocupar-se com a fome de hoje que é responsável por todas as drogas que invadem o planeta, que produzem mutações no homem e geram monstros futuros, estão criando verdadeiros mitos e desviando riquezas em busca de incertezas vendidas como fatos consumados.
As políticas de sustentabilidade do Planeta precisam ser revistas. São necessários investimentos maiores na própria humandade. Cérebros novos serão capazes de renovações incontestes. As heranças das mentes prodigiosas de hoje estão em toda parte. É preciso dar oportunidade maior às gerações que seguem.
Não adianta a tecnologia dos arranha-céus sem cuidar dos que os habitam. As necessidades atuais supridas, trarão melhores dias, com idéias advindas daqueles que cuidamos hoje, para que eles vivam e nos façam sobreviver amanhã.