AS MAIS LIDAS DA SEMANA

AS MAIS LIDAS DA SEMANA
AS MAIS LIDAS DA SEMANA

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

INTERVENÇÕES GENÉTICAS

Muitas são as reportagens comentando sobre a melhora genética através de intervenções nos genes constituintes dos cromossomos. Eliminar doenças de origem genética já catalogadas pelos cientistas, alterar características ou carateres determinantes de estatura, estrutura óssea, entre outros, já é possível através da engenharia genética e ciências agregadas.
Escutei recentemente em reportagem de TV que se almeja melhorar a inteligência dos humanos por meio de intervenções nos genes constituintes do nosso poder de construção, tão faltoso nos animais ditos irracionais.
Neste momento, é bom lembrar a relação entre o conhecimento pré-natal e a inteligência. Onde estão definidas as informações inatas que trazemos de nossos ancestrais e representam todo o caudal de saberes que nos distingue de outros seres vivos?
É sabido que nos seres não humanos o conhecimento inato é por demais exacerbado.O pouco poder de construir o saber é suprido exatamente por essa característica. Em sintonia com a informação de origem está uma série de carateres que define cada uma das espécies vivas do planeta.


A cobra já nasce possuindo 95% do conhecimento necessário para a subsistência (denominado de conhecimento inato ou pré-natal), necessitando apenas um aprendizado de 5% para o bem viver. O cachorro nasce com 70% de conhecimento inato e durante a vida complementa os 30% faltosos. O cachorro é mais inteligente que a cobra e, por isso, é mais fácil de ensiná-lo. A inteligência e o conhecimento inato são complementares. O ser humano possui em média 30% de conhecimento pré-natal e sua inteligência o leva ao sucesso vital durante a vida. É o grande poder da construção.
Assim sendo, quem tem muita inteligência tem pouco conhecimento pré-natal, quais seriam então as influências incorporadas ao conhecimento inato quando se aumenta artificialmente a inteligência? Hoje ainda não se sabe qual a resposta. Então sejamos cautelosos quando manipularmos genes que definem a inteligência.
Outro evento ligado à inteligência é a memória. Pouco se sabe também quais as alterações que pode sofrer a memória se alteramos a inteligência. Lembramos que a alteração de um dado gene no cromossomo é feita com a manutenção dos outros em suas respectivas localizações. Assim, não seria necessário um melhor entendimento a este respeito para evitar outros distúrbios no ser em mutação?
As críticas a esses experimentos genéticos estão sempre apontando para as mudanças possíveis na agressividade ou no desenvolvimento anormal dos seres alterados geneticamente, temendo-se que esses novos viventes venham a prejudicar os humanos existentes. Os filmes de ficção têm seus temas dentro destes aspectos.
Nunca se criticam as mutações como aquelas que venham a tornar este novo ser um sofredor em seus aspectos psíquicos ou somáticos. O respeito à vida dos seres como eles acontecem deve ser o objetivo dos cientistas. Durante o viver podemos substituir células doentes por células troncos, isto precisa ser estudado, e não simplesmente produzir alterações quando um hálito de vida ainda não fora esboçado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário